sexta-feira, 29 de julho de 2011

Catadora de lixo protagonista de documentário morre no Rio

Estamira protagonizou o documentário que relata a história de uma senhora que cata lixo em Gramcho
Estamira, que deu nome ao premiado documentário de Marcos Prado, lançado em 2005, morreu nesta quinta-feira por falta de atendimento médico imediato para tratar uma infecção no braço no Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O diretor do longa lamentou em sua página do Facebook a morte de sua personagem, uma senhora esquizofrênica de cerca de 60, que era catadora no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias.

"Caros amigos, é com tristeza no coração que vos trago a notícia que há poucas horas atrás, Dona Estamira partiu dessa para uma melhor. Para aqueles que a conheceram, pessoalmente ou nas telas de cinema, sugiro um pensamento de luz para ela seguir seu caminho espiritual. Saravá, como diria meu amigo Marco Aurêlio Marcondes", escreveu Marcos que resolveu desabafar em seguida.

"Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde".

Documentário relata a história de uma senhora que cata lixo em Gramacho
Estamira relata a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível. Este foi o primeiro documentário do fotógrafo Marcos Prado, vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais. O cenário é no aterro sanitário do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, onde são jogadas, por dia, mais de 8 mil t de lixo.

Só faltava essa!!! Carregamento de lodo é descarregado ilegalmente no Porto de Santos





Uma carga de lodo de esgoto vinda do Porto de Antuérpia, na Bélgica, com destino à Argentina, foi desembarcada ilegalmente no Porto de Santos. De acordo com informações divulgadas pelo Ibama nesta sexta-feira, o navio passava pelo Brasil quando resolveu descarregar o material, que causava mau cheiro a bordo.

Ao receber pedido para destinação da carga, a Receita Federal chamou o Ibama para verfificar o contêiner e possíveis riscos que ofereceria à saúde pública e ao meio ambiente.






Como a legislação brasileira não permite importação de resíduo com potencial risco de contaminação, o órgão ambiental concluiu que o lodo não poderia ser descarregado. A fiscalização multou a empresa transportadora e o terminal portuário onde a carga foi descarregada - o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, operado pela Santos Brasil - em R$ 60 mil cada, ordenando ainda que a carga seja devolvida à Bélgica.

Em nota, a Santos Brasil informou que a carga não tinha como destino o Porto de Santos e seria reembarcada. Sua descarga foi uma operação provisória. Ainda de acordo com a empresa, a permanência no terminal - em caráter temporário - havia sido autorizada por autoridades portuárias.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/

domingo, 24 de julho de 2011

"Jogar fora” não existe

É ilusório o estranho costume já tão arraigado nos seres humanos de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo: o "fora" na verdade não existe


por *Danilo Pretti Di Giorgi

Ouvi recentemente o economista Hugo Penteado questionando a idéia de "jogar algo fora". Ele lembrou nosso estranho costume de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo. O "fora" na verdade não existe, se considerarmos que estamos todos "dentro" da Terra e que daqui não podemos sair, apesar dos delírios tecnológicos tão apreciados pelos que defendem a manutenção e até mesmo a ampliação dos níveis de produção e consumo atuais. Muito daquilo que produzimos e transformamos a partir dos recursos retirados do planeta vai continuar nos acompanhando em nossa caminhada.

Nosso lar é o planeta

Aquela garrafinha de PET - uma maravilha da engenharia que teria perfeitas condições materiais de continuar sendo reutilizada por muitos anos - não vai "desaparecer" dentro da lata de lixo depois de consumido seu conteúdo. Vai continuar presente, num lixão, testemunhando como nós a passagem do tempo, e por um período muito mais longo do que a duração de nossa vida. Para quem consegue compreender a idéia da Terra como "nossa casa", é apenas uma questão de escala a diferença entre nossos lares e o planeta. Afora a questão do tamanho, não há maiores diferenças. O terreno onde está construída a casa onde moramos é limitado. É a mesma coisa com a nossa casa-planeta, o único lugar conhecido onde nossa espécie tem condições de sobreviver.

Gerar menos lixo

Mesmo assim, apenas uma minoria parece estar de fato preocupada com as conseqüências ambientais da sociedade do consumo, que a cada ano produz uma quantidade de lixo maior, sem nenhum tipo de cuidado de larga escala com o seu tratamento. É inacreditável que ainda se discuta a responsabilidade das indústrias sobre os resíduos dos produtos que fabricam. É incrível que se fale tão pouco em redução da produção e do consumo quando sabemos que nossos resíduos não desaparecem simplesmente quando o caminhão do lixo passa pela rua onde moramos. Na realidade o lixo desaparece apenas de nossas vistas. É desesperador, por exemplo, se dar conta de que a maior parte da população mundial sequer tem conhecimento dos perigos ambientais representados pelo descarte inadequado de pilhas e baterias e que por isso milhares delas continuam se encaminhando diariamente aos lixões. Pior ainda é testemunhar que aqueles que têm acesso a essa informação e que têm sob sua responsabilidade a gestão pública não se dedicam a criar mecanismos sérios e efetivos para impedir que pilhas, baterias e outras fontes de venenos continuem contaminando irreversivelmente a terra e a água.

Pergunta difícil

Por que cuidamos tão bem das nossas casas e tão mal do nosso planeta? É difícil responder a essa pergunta, mas não é preciso ser nenhum gênio para perceber que estamos cegos, de cara na lama. Esse chafurdar, porém, se disfarça bem porque acontece ao mesmo tempo em que estamos envoltos por uma aura de "modernidade" (no sentido besta do termo), cada vez com acesso mais facilitado a aparelhos eletrônicos de desenho futurista, cheios de luzinhas que fazem muita gente acreditar que o máximo da sutileza e da capacidade criadora humana está nas linhas arrojadas ou no acabamento interno de um automóvel de "alto padrão", ou numa ampla cobertura localizada em "área nobre" da cidade, montada com o que há de melhor na indústria da decoração de interiores. Os que não vivem essa realidade, ou seja, quase todos, se alimentam do sonho de um dia vir a vivê-la ou da chance de ter acesso a, ao menos, alguns desses ícones do consumo. Transformamo-nos de cidadãos em consumidores. E com isso vamos consumindo o que resta do planeta, como cupins roendo lentamente as estruturas de um castelo que um dia virá abaixo.

*Danilo Pretti Di Giorgi é jornalista
E-mail: digiorgi@gmail.com

Fonte: http://www.jornaldaserra.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

Adustina-BA: bandidos colocam fogo em viatura, assaltam Banco e Casa Lotérica


Moradores do município de Adustina interior da Bahia, a 360 km de Salvador, pela segunda em menos de 90 dias, viveram momentos de tensão e terror nesta madrugada (23).


Por volta das 00:45h, cerca de 15 homens fortemente armados e assaltaram o Banco do Brasil que fica localizado na Praça Maria José, no centro da cidade, no banco a quadrilha utilizou maçaricos e bombas para arrombar os caixas. Não satisfeitos, os bandidos utilizaram um carro para arrombar as portas da Casa Lotérica da cidade.

A ousadia da quadrilha foi tão grande que chegaram a bater palmas na Delegacia para que os policiais abrissem as portas, quando o PM J. A. foi atender sem saber do que se tratava, os elementos sacaram armas de grosso calibre e dispararam contra o policial, que escapou por pouco jogando-se atrás de uma parede.

Os bandidos não conseguindo êxito na tentativa de rendição dos PM’s, queimaram três veículos que estavam estacionados bem em frente a Delegacia/Comando da Polícia Militar (pois ficam no mesmo prédio). Os veículos que foram incendiados foram: um Siena, um Uno e uma Parati. (viatura da Polícia Militar).

Durante toda a ação, dezenas de pessoas da própria cidade estiveram sob a mira da quadrilha. Na fuga os bandidos levaram dois moradores da localidade como reféns e liberaram os mesmos em um povoado próximo conhecido por “Caruaru” que fica na cidade de Fátima-BA, fronteira com Adustina.

No caminho, os bandidos abordaram e roubaram outros veículos levando mais pessoas como reféns. Até o momento não obtivemos informações exatas sobre para onde foram levados e/ou libertados os outros reféns.

A ação dos bandidos durou cerca de 30 minutos. A Polícia Militar da Bahia, enviou reforços para a cidade horas depois e como sempre, não tem pistas dos assaltantes.







Fonte:http://www.chicosabetudo.com.br
Fonte: www.rodryggoferraz.com.br
Fonte:www.adustinanet.blogspot.com/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CRACK Nem Pensar !!!

O CRACK provoca dependência na primeira pedra, é mais potente do que qualquer outra droga. É de fácil acesso, de efeito imediato e aprisiona pacientes e seus familiares.

">

Fonte:http://www.institutocracknempensar.org.br

Exame de Ordem é inconstitucional, afirma MPF



POR RODRIGO HAIDAR

A exigência de aprovação no Exame de Ordem para que o bacharel em Direito possa se tornar advogado e exercer a profissão fere o direito fundamental à liberdade de trabalho, consagrado pela Constituição Federal de 1988. Com esse e outros argumentos, o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot emitiu parecer no qual sustenta que a prova aplicada pela Ordem dos Advogados do Brasil deve ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

O parecer foi emitido no recurso do bacharel em Direito João Antonio Volante, em andamento no Supremo. O relator do recurso é o ministro Marco Aurélio. O bacharel contesta decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que julgou legítima a aplicação do Exame de Ordem pela OAB.

Para Rodrigo Janot, o Exame de Ordem cria uma restrição ilegal de acesso à profissão de advogado. “O diploma é, por excelência, o comprovante de habilitação que se exige para o exercício das profissões liberais. O bacharel em Direito, após a conclusão do curso deverá, ao menos em tese, estar preparado para o exercício da advocacia e o título de bacharel atesta tal condição”, escreve o subprocurador-geral da República.

No parecer, Janot ataca também o argumento de que o Exame de Ordem é necessário porque o advogado, apesar de profissional liberal, exerce função essencialmente pública. Logo, a prova é considerada uma espécie de concurso público para aferir a qualificação necessária para o desempenho da função.

Os outros atores do sistema de Justiça, como juízes, membros do Ministério Público, defensores e advogados públicos, tem seu conhecimento aferido em concursos públicos para assumir suas funções. Logo, o advogado também deve se submeter a um teste que verifique sua qualificação.

De acordo com o subprocurador-geral, o argumento não se sustenta. “Não se pode admitir seja o Exame de Ordem instrumento de seleção dos melhores advogados (critério meritório). Se assim considerado, mais flagrante se tornam a indevida restrição à escolha profissional e o caminho para intolerável reserva de mercado”, opina Rodrigo Janot.

Ainda segundo ele, “não contém a Constituição mandamento explícito ou implícito de que uma profissão liberal, exercida em caráter privado, por mais relevante que seja, esteja sujeita a regime de ingresso por qualquer espécie de concurso público”. Ao final de seu parecer, Janot afirma que se deve afastar a exigência de aprovação no Exame de Ordem como requisito indispensável para inscrição como advogado nos quadros da OAB.

Integrantes da OAB afirmaram, nesta quinta-feira (21/7), que o parecer não é definitivo e tem de ser submetido à aprovação do procurador-geral da República (PGR), Roberto Gurgel. Isso porque ele seria o único legitimado a atuar perante o STF. Mas de acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público, o PGR pode delegar funções aos subprocuradores.

Assim, o parecer de Janot vale e será anexado ao processo que tramita no Supremo. Mas nada impede de que, em plenário, o PGR se manifeste de forma contrária à posição inicial da própria instituição. A independência funcional dos membros do Ministério Público permite que, mesmo depois do parecer da instituição, o procurador-geral, que é a pessoa habilitada legalmente a falar perante o plenário do Supremo, discorde do ponto de vista de seu colega.

De qualquer maneira, o parecer de Rodrigo Janot dá munição jurídica para os movimentos de bacharéis que defendem o fim do Exame de Ordem. Em recente audiência pública feita pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, líderes dos movimentos de bacharéis atacaram fortemente a OAB e disseram que a prova aplicada pela instituição é responsável por destruir famílias, mas pouco acrescentaram sob o ponto de vista jurídico.

Com o parecer do Ministério Público, essa lacuna foi preenchida e o processo que contesta o Exame de Ordem retornará ao gabinete do ministro Marco Aurélio, no Supremo Tribunal Federal. Não há data prevista para o julgamento.

Fonte: http://www.conjur.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

STF e a Marcha da Maconha

Falar sobre políticas de droga, querer discutir e mudar as leis não é ato criminoso, não é incitamento ao consumo de droga


Dora Martins*

Leila Diniz morreu há 39 anos, em 14 de junho de 1972, com 27 anos de idade, e em seu curto e fértil tempo de vida, fez revolução. Desafiou o que na época se chamava “a moral e os bons costumes”. Leila para sempre Diniz, como disse Carlos Drummond de Andrade, não tinha meias medidas, nem meias palavras, punha a boca no trombone e exercia com alegria seu direito de se expressar livremente.

Ela não foi torturada ou presa por isso, mas recebeu um cala-boca da censura e respondeu a vários processos judiciais. Leila Diniz, por certo, gostaria de estar aqui hoje, neste momento em que o Supremo Tribunal Federal cumpre seu papel maior de garantidor das regras constitucionais e decide que sim, que qualquer cidadão tem o direito de se expressar publicamente, através de manifestações coletivas e pacíficas em defesa de suas ideias e seus desejos.

A conhecida “Marcha da Maconha” vinha sofrendo, aqui e acolá, Brasil afora, enorme resistência do Estado policial e do Poder Judiciário, sendo ela interpretada como incitamento ao uso de entorpecente ou como apologia ao crime. Nada disso. Dizer que sou a favor ou contra, discutir o problema de saúde pública e da violência que estão vinculadas ao comércio ilícito da droga, nada mais é do que direito do cidadão que vota, que paga seus impostos e que pensa, reflete e quer discutir suas questões mais prementes.

A violência que tanto magoa a sociedade atual e que tanto se quer reprimir e solucionar está na raiz da discussão sobre a questão das drogas. Quem tem medo da conversa, do diálogo, do pensamento plural? Quem tiver, que se cale agora, pois quem tinha que dizer o direito, o fez. O STF julgou por unanimidade ação promovida pela Procuradoria Geral da República, na qual se pleiteou interpretação da lei penal de modo a não impedir a realização de manifestações públicas em defesa da legalização de drogas. E o STF entendeu que defender a legalização das drogas não é fazer apologia a um fato criminoso. E, os Ministros foram unânimes em destacar a relevância do direito à livre manifestação do pensamento.

Falar sobre políticas de droga, querer discutir e mudar as leis não é ato criminoso, não é incitamento ao consumo de droga. O Ministro Celso de Mello, em belíssimo voto, ponderou que “o debate sobre abolição penal de determinadas condutas puníveis pode ser realizado de forma racional, com respeito entre interlocutores, ainda que a ideia, para a maioria, possa ser eventualmente considerada estranha, extravagante, inaceitável ou perigosa”. E a Ministra Carmem Lucia Antunes Rocha, por seu lado, festejou o direito de se fazer manifestações públicas e lembrou a fala de um jurista americano que disse que “se, em nome da segurança, abrirmos mão da liberdade, amanhã não teremos nem liberdade e nem segurança”. É isso ai! E podemos comemorar: o Brasil, hoje, está mais Leila Diniz!

Dora Martins* é Integrante da Associação Juízes para a Democracia.

Fonte:http://www.brasildefato.com.br

sábado, 16 de julho de 2011

Bispo da Universal incentiva criança a dar brinquedo à igreja

Uma criança de nove anos é incentivada por um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus a vender seus brinquedos e doar o dinheiro à igreja para que os pais parem de brigar. Enquanto isso, sua mãe é exorcizada no altar.

A cena ocorreu em culto da Universal em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e está sendo exibida em vídeo no blog do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja.

A Universal foi procurada ontem para comentar o vídeo, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

No vídeo, o menino conta ao bispo Guaracy Santos que seus pais têm brigado com frequência. O bispo pergunta que sacrifício ele fará pelos pais. "Eu vou dar tudo que eu tenho", responde a criança. Guaracy devolve: "E o que é tudo que você tem?". "Brinquedo", diz o menino.

O bispo insiste: "Você vai vender?". A criança diz que sim, e Guaracy pergunta, referindo-se ao dinheiro: "Pra colocar onde?" "No altar", promete a criança.

Em seguida, sua mãe aparece em crises de convulsão, sendo segurada por um obreiro da Universal. O bispo diz que ela tem "o demônio" e "uma praga". Depois, incentiva a criança a se aproximar. "Vai lá perto e fala: acabou pra você, diabo."

E conclui: "Seja fiel, vende o que você tem. Tem fé pra isso? Vai na tua fé".

Especialistas disseram à Folha que, embora não haja um artigo que trate explicitamente do caso, o vídeo fere os princípios do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao expor o menino a possíveis constrangimentos, mesmo com o rosto borrado.

">

DIREITO DA CRIANÇA

Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB-SP, diz que o recurso não impede que o menino seja identificado por conhecidos.

"A criança deve ser poupada. Se a própria mãe está numa situação de incapacitada, nas mãos de outra pessoa, não se pode pegar uma criança para que ela explique o que está se passando."

A advogada Roberta Densa, que dá aulas sobre o ECA, avalia que o bispo se aproveita da condição "vulnerável" da criança. "É uma situação de manipulação."

Para João Santo Carcan, vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o papel da igreja, ao tomar conhecimento de um problema desses, seria entrar em contato com os órgãos públicos de assistência social. "Ali tratam a criança como instrumento de receita", diz.

O vídeo foi postado no YouTube e noticiado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Até ontem tinha 571 comentários no blog de Macedo, a maioria de fiéis da Universal. Muitos elogiam a "valentia" do garoto.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/

Ex-presidente Lula está de volta !!

Em congresso de sindicalistas, Lula diz que está de volta à política


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. “Vou voltar a andar por este país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez,” disse ele, ao discursar durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. “Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma.”

O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. “Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso”, disse, enquanto caminhava na beirada do palco, cumprimentando os sindicalistas que se esforçavam para fotografá-lo.

Ao falar sobre o seu governo, Lula voltou a usar um de seus bordões mais famosos. “Nunca antes na história deste país houve um presidente que tratou os trabalhadores com o respeito que eu tratei, que recebeu as centrais sindicais a quantidade de vezes que eu recebi.” Segundo ele, somente os sindicatos “muito pelegos” não conseguiram aumentos reais de salário para as categorias que defendem.

Ele também destacou as políticas voltadas especialmente às populações menos favorecidas como uma marca de seu governo. Lula se autodenominou o “presidente de todos”, mas com um “olhar meio vesgo para os pobres”. Isso, assinalou, é resultado de sua origem humilde. “É muito importante que você tenha compromisso e não esqueça da onde você veio, para onde você vai voltar e de que lado você está.”

Para ele, as parcelas mais abastadas da sociedade não compreendem a importância dos programas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família. “Os ricos não sabem o que significa R$ 100 na mão de uma mulher pobre.”

Lula voltou a culpar as economias mais desenvolvidas pela crise financeira internacional que ainda prejudica países como Espanha e Grécia. “A gente não pode permitir que a crise dos outros venha causar prejuízos ao nosso país. Por isso, a presidenta Dilma está preocupada em fazer uma política industrial para que gente possa tornar as empresas brasileiras mais competitivas.”

Fonte: http://www.atribuna.com.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ECA completa 21 anos


Instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 21 anos hoje. O ECA regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988 e por regras internacionais, como a Declaração dos Direitos da Criança e regras das Nações Unidas.

Parabéns ao ECA, que tem possibilitado muitas conquistas, a despeito dos inúmeros desafios que ainda se impõem às questões das crianças e adolescentes no Brasil.

A escola, lugar onde a criança e o adolescente têm acesso às informações, é também onde podem aprender sobre seus direitos. Por isso, defendo que o ECA seja inserido na grade curricular das escolas de São Paulo. Sou autor do projeto de lei n º 389/2009, em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo, que visa incluir conteúdo que trate dos direitos das crianças na grade curricular do ensino fundamental.

Assim, teremos um grande avanço na efetivação dos direitos de crianças, pois a abordagem na educação será instrumento fundamental para tornar o Estatuto mais conhecido e melhor compreendido.

É fundamental que a educação para o exercício de direitos comece cedo, o que certamente contribui para a consolidação da cidadania dessas crianças e adolescentes, que poderão compreender, apreender e disseminar seus direitos, exigindo-os a quem compete a sua efetivação.

Fonte: http://www.florianopesaro.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A greve enquanto instrumento de luta da Classe Trabalhadora

"Pois quem toca o trem pra frente
também de repente
pode o trem parar."


(Chico Buarque, Linha de montagem)


Quando há intransigência dos empregadores em negociar pautas de interesse da classe trabalhadora e este segundo só possuindo como meio de pressão a sua força de trabalho, é forçado a utilizar como instrumento de ação política a greve.

A primeira grande greve brasileira ocorreu em S. Paulo em 1917 quando trabalhadores pararam fabricas na Mooca e no Ipiranga e logo este movimento contagiou vários outros trabalhadores que pararam a cidade de S. Paulo. Durante um mês a cidade viveu a agitação dos comitês de greve e com a morte de um operário em confronto com a polícia espalhou-se em solidariedade por outras cidades do estado (Campinas, Santos, entre outras). Esse movimento estendeu-se para várias regiões do território brasileiro até 1919, sendo impulsionador de debates no meio operário sobre os rumos do movimento sindical, contribuindo na promoção dos avanços dos ideais socialistas e fornecendo as bases para os direitos trabalhistas colocados na CLT.

"São Paulo é uma cidade morta: sua população está alarmada, os rostos denotam apreensão e pânico, porque tudo está fechado, sem o menor movimento. Pelas ruas, afora alguns transeuntes apressados, só circulavam veículos militares, requisitados pela Cia. Antártica e demais indústrias, com tropas armadas de fuzis e metralhadoras.

Há ordem de atirar para quem fique parado na rua. Nos bairros fabris do Brás, Moóca, Barra Funda, Lapa, sucederam-se tiroteios com grupos de populares; em certas ruas já começaram fazer barricadas com pedras, madeiras velhas, carroças viradas e a polícia não se atreve a passar por lá, porque dos telhados e cantos partem tiros certeiros. Os jornais saem cheios de notícias sem comentários quase, mas o que se sabe é sumamente grave, prenunciando dramáticos acontecimentos." Dias, Everardo. "História das Lutas Sociais no Brasil". Apud Bandeira, M. et alia, op. cit., pp. 56-57.

Outro marco na história das greves no Brasil ocorreu entre os anos de 78 a 80 no ABC Paulista, tendo seu ápice em 79 quando 180 mil metalúrgicos cruzaram os braços, sendo esta a primeira greve geral após o Ato Institucional N. 5 do regime militar de 68, que começa como reivindicação de reposição salarial contra a super exploração do trabalho e acabou por dar inicio a toda uma mobilização política no país em busca de mais liberdade.

No ABC foi realizado, com a força das greves, o primeiro ato organizado por trabalhadores para exigir anistia ampla, geral e irrestrita a todos os exilados e perseguidos pelos militares. As elites reagiram com uma dura repressão ao movimento com Helicópteros do Exército sobrevoando as assembléias, bombas de gás, tropas de choque, espancamentos, prisões e várias intervenções nos sindicatos. Mas nada disto impediu que os metalúrgicos escrevessem no chão do Paço de São Bernardo a palavra democracia, ato que simbolizou o motivo maior de continuidade da luta, resistência e de bravura. A passeata das mulheres dos metalúrgicos pelas ruas do ABC foi o momento de maior grandeza da solidariedade e sob os olhares da repressão, elas gritavam liberdade aos seus maridos e companheiros presos e em luta.

O Brasil estava unido ao ABC e de todos os cantos do país chegavam apoios para o movimento grevista. Os metalúrgicos criaram o Fundo de Greve, base de sustentação da luta e símbolo da solidariedade de classe. A partir da paralisação de 79, os trabalhadores do ABC derrubaram, na prática, a proibição do direito de greve, mesmo com as pressões e intervenções que os sindicatos sofreram naquele ano e nos seguintes, resgatando a liberdade de manifestação dos trabalhadores e também contribuindo com a abertura política no país.

"Maio de 78 tem suas raízes no cotidiano operário, tecido especialmente nos primeiros anos da década. Finda a euforia do 'milagre', o afloramento da crise econômica atingia ainda mais diretamente a classe trabalhadora, que pautava a sua atuação nos marcos da resistência contra o binômio arrocho-arbítrio, superexploração-autocracia, que, entrelaçados intimamente, impunham ao proletariado uma dura realidade". Antunes, Ricardo "A Rebeldia do Trabalho (O Confronto Operário no ABC Paulista: As greves de 1978-80), pp. 13-14, ensaio/Editora da Unicamp, 1988.

Atualmente este instrumento de luta da classe trabalhadora vem sofrendo com distorções por parte dos empregadores em especial os gestores públicos do governo do estado de São Paulo que buscam denegrir a imagem do funcionalismo público manipulando a opinião pública com a conivência da imprensa, responsabilizando o servidor público pela ineficiência do estado, acusando-os de serem privilegiados e de fazerem a máquina pública e a população reféns das greves.

Ora, tais manipulações ideológicas escondem que o projeto dos governos neoliberais que defendem o Estado mínimo e precarizam a máquina pública - não repondo os quadros de lotação de pessoal, não propiciando as condições adequadas de atendimento à população demandatárias dos serviços e não corrigindo as perdas salariais dos trabalhadores - serve na verdade para desresponsabilização do Estado e muitas vezes para sucateamento dos equipamentos públicos a fim de justificar privatizações como vêm ocorrendo e sendo amplamente denunciado não só pelo movimento sindical, mas também pelo movimento de saúde do estado de São Paulo.

A classe trabalhadora por meio do movimento sindical grevista é ainda mais criminalizada quando utiliza este instrumento de luta - a greve - associada a estratégia de ocupação dos prédios públicos, a exemplo do que ocorreu recentemente nas greves das universidades públicas do estado de SP e com @s brav@s companheir@s do judiciário paulista que permaneceram em greve por gloriosos 127 dias - mais de 4 meses - e mesmo tendo seus dias descontados realizaram ocupação do prédio do Palácio da Justiça onde permaneceram sem comida e água.

"Quando vossas excelências se mostram indignados ao ver a arquitetura do Palácio em risco, não posso deixar de registrar que eu, enquanto assistente social, me sinto indignada ao ver uma criança que sofreu abuso sexual relate esta agressão enquanto todos na sala de espera ouvem o que ela diz porque este Tribunal não dá um mínimo de estrutura para que possamos trabalhar com sigilo".

Manifestação da presidente da Associação dos Assistentes Sociais e Psicologos do TJ, Elisabete Borgianni, durante a ocupação em 02/06 sobre a falta de condições mínimas de trabalho aos Juízes que encontravam-se indignados com a "invasão" do palácio.

Em apoio às lutas dos trabalhadores do judiciário em greve o CRESS-SP esteve presente em manifestação na Praça João Mendes, mobilizou e articulou junto a categoria durante o Pré-CBAS/SP ocorrido no período de 10 à 12 de junho a "Moção de Apoio a Greve do Judiciário" e ainda no último CBAS realizado em Brasília participou de reunião com a AASPTJ-SP - Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do TJ - SP onde recebeu informes das colegas e manifestou novamente apoio a luta.

A criminalização do movimento grevista do judiciário chegou ao ponto da imprensa irracionalmente colocar em suas páginas questões como falta de água mineral e ar condicionado, itens estes se quer mencionados nas pautas de reivindicações; estas matérias da imprensa conservadora buscam sempre sugestionar a população falsas mordomias ao funcionalismo público e desmobilizar o movimento. Contudo os trabalhadores do judiciário permaneceram resistindo e realizaram nova ocupação em 25/08, desta vez na Assembléia Legislativa, entretanto tiveram que desocupar o espaço durante a madrugada escoltados pela policia militar. Em 01/09/10 terminou a greve no judiciário com a assinatura do acordo de dissídio coletivo entre as entidades envolvidas e o tribunal de justiça, mas segundo as entidades "nova reunião já está agendada para o dia 6 de outubro e o acordo não é o fim da luta, mas um importante passo. O estado de greve continua até janeiro, continuaremos vigilantes para que o TJ cumpra o que assinou." Acompanhe em:http://www.aasptjsp.org

Os trabalhadores da saúde são ainda mais criminalizados quando deflagram movimento de greve, pois a população adoecida que procura os equipamentos de saúde não aceita a manifestação; em decorrência desta particularidade o movimento sindical da área da saúde vem associando estratégias como o "estado de greve" onde os trabalhadores se revezam e parte atende a população e a outra parte esclarece esta mesma população e a comunidade em geral as situações vivenciadas pela saúde do estado de S. Paulo, indicando claramente a justificativa das reivindicações, desmistificando o discurso dos gestores estaduais e colhendo apoio ao movimento.

O mesmo fez os trabalhadores da Fundação Casa que também entraram em "estado de greve" após assembléia geral da categoria onde reivindicavam reajuste real, respeito à data base da categoria, segurança no local de trabalho e mais 82 itens da pauta de reivindicação. Essa negação do Estado pelos direitos já conquistados vem criminalizando cada vez mais a organização dos trabalhadores.

Igualmente criminalizados foram os trabalhadores da educação do estado de SP, que após manifestação na Av. Paulista em que reivindicavam melhoria salarial, receberam acusações de promoverem greve eleitoreira, como se não fosse de conhecimento público que o salário do professorado paulista foi e continua sendo aviltante.

O CRESS/SP é solidário a luta das trabalhadoras e trabalhadores servidores públicos e se coloca ao lado de toda classe trabalhadora; classe trabalhadora esta que utiliza como instrumento de luta a nobre greve com suas inúmeras estratégias, para a vigília das conquistas de direitos conquistados pelos nossos antecessores e pela ampliação dos direitos.

Fonte: http://www.cress-sp.org.br

Rússia: pouso de emergência em rio deixa 5 mortos

O avião Antonov 24 foi fotografado pouco após o pouso de emergência no rio Ob, na Sibéria


Cinco pessoas morreram nesta segunda-feira quando um avião comercial Antonov 24 fez um pouso de emergência no rio Ob, na Sibéria, após uma avaria no motor.

A aeronave da companhia Angara, que tinha 33 passageiros, voava de Tomsk a Surgut quando teve que fazer o pouso de emergência na região de Tomsk.

A versão preliminar é de que o acidente foi provocado por um incêndio no motor, segundo os investigadores. Vinte e uma pessoas foram hospitalizadas na cidade de Strezhevoi, informou a agência RIA Novosti.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

Esse é o Plano do Governo Serra para a Habitação no Estado de S. Paulo

Reintegração de posse termina em confronto com polícia em SP

Vejam o Vídeo Abaixo:
.
">

A retirada de moradores que invadiram um terreno particular, no interior de São Paulo, terminou em confronto com a polícia. Cerca de duzentas famílias viviam na área, que virou uma favela, em Ribeirão Preto.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

quinta-feira, 30 de junho de 2011

UFRJ decide acabar com vestibular e adotar o Enem

Mudança vale para o próximo processo seletivo.
Estudantes terão de se inscrever no SiSU para concorrer a vagas.



A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiu nesta quinta-feira (30) que irá oferecer 100% das vagas do vestibular 2012 pelas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Os estudantes terão de se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para concorrer a vagas.

A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário, com proposta do reitor Aloísio Teixeira. Participaram da reunião representantes de professores, alunos e servidores. Do total de vagas, 30% serão destinadas para alunos de escolas públicas. Mas desde que a renda per capita familiar não ultrapasse um salário mínimo (R$ 545).

No vestibular 2011, a universidade ofereceu 9.060 vagas, sendo que 40% delas foram preenchidas pelo vestibular tradicional, 40% por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação e 20% também pelo SiSU, mas para candidatos optantes pelo sistema de cotas.

Segundo a universidade, desde o vestibular 2010, já consta no edital que os candidatos devem se inscrever no Enem. O mesmo ocorreu no edital de 2011.

Inscrições para o Enem se encerraram

As inscrições para a próxima edição do Enem se encerraram no dia 11 de junho. De acordo com o Ministério da Educação, 6.221.697 estudantes se inscreveram no Enem, que será realizado em 22 e 23 de outubro.

O Enem é usado por universidades públicas e privadas para o acesso ao ensino superior. Também pode ser usado para se obter a certificação do ensino médio. Com a nota do Enem, o estudante se inscreve no SiSU e escolhe o curso e a universidade onde quer estudar - os interessados em cursar a UFRJ terão de buscar as vagas que serão oferecidas pela instituição dentro do sistema do MEC.

As universidades têm autonomia para usar o Enem, com quatro possibilidades de utilização:como fase única, com o SiSU; como primeira fase do vestibular; combinado com o vestibular da instituição ou como fase única para as vagas remanescentes.

Fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 28 de junho de 2011

Longe das praia e dos golfinhos, a Noronha que o turista não vê esconde favelas, hospital sucateado, ensino de faz de conta e uma liberdade vigiada

OS SEM-TETO DA ILHA
Crianças que moram no Carandiru, prédio público com nome de presídio, ocupado por famílias que não têm onde morar


">

A FAVELA DE ZINCO

O paraíso às avessas. Em texturas, retratos e flagrantes que se distanciam dos dias ensolarados, do azul cristalino do oceano, da beleza exuberante de uma Fernando de Noronha que o mundo acostumou-se a enxergar ou a imaginar. Aqui o cartão-postal emoldura uma outra ilha: a República de Noronha. O turista vai e não vê. Ninguém vê. Ninguém sabe dos meninos de pés de plásticos que desafiam a lama para chegar à escola, num ritual tão humilhante quanto cotidiano. O pacote turístico não prevê visitas ao Carandiru, como é chamado o prédio público ocupado por famílias que vivem espremidas em quartinhos, disputando varal e banheiro coletivos. Tampouco passeia pela favela de iglus, que se esconde no quintal do Projeto Tamar. Este, sim, visitado e festejado. Coisa de Primeiro Mundo. Mas quem se arrisca a olhar por trás das maquetes de tartarugas gigantes que enfeitam o local vai descobrir moradores vivendo em casas de zinco, com ratos, mosquitos e paredes que dão choque quando chove.

Foi do exercício incômodo de olhar para muito além do alumbramento que emergiram as imagens deste especial. Nessa outra ilha, aqui desvendada, o dinheiro público destinado à escola é desperdiçado em equipamentos que envelhecem em caixas fechadas; professor morto figura em lista para receber gratificação; salas de hospital viram depósitos; médicos dão diagnósticos errados; livros se estragam para beneficiar interesses privados. As leis na República de Noronha se ajustam às conveniências políticas. São códigos próprios. Estabelecidos em função de práticas nem sempre republicanas. O que é proibido a muitos vira autorização para poucos. Pelo ato milagroso de uma simples canetada.

O que se viu e ouviu quebra o silêncio. Escancara o absurdo. A reportagem espia lá dentro. Entra nas casas, na escola, no hospital, na usina de lixo. E em todos esses lugares descobre flagrantes de irregularidades, má gestão, descaso, abandono, tráfico de influência e desrespeito ambiental. Ao mudar o foco, a paisagem se desloca de lugar. Deixa de ser as praias deslumbrantes, os simpáticos golfinhos, os morros e picos, o fundo do mar. Passa ser a gente da ilha. Não a que passa, tira fotos, gasta milhares de reais, se encanta e vai embora. Mas a que dorme e acorda, com suas crianças e adultos vivendo amontoados por não ter onde morar. É gente que não pode, mas precisa pagar, no mercado negro, R$ 60 mil por uma folha de papel apenas para ter o direito de comprar um carro ou uma moto (o preço do carro e da moto é por fora). Ou que espera meses, anos até, por uma autorização para consertar o telhado de casa ou comprar um vaso sanitário.

Pela primeira vez na imprensa nacional, a ilha paradisíaca fincada no meio do Atlântico ganha as páginas de um jornal para ser descrita e esmiuçada de uma outra forma. Sob uma nova e desconcertante perspectiva. É o antipostal, com as margens pretas, em vez de brancas. Contar o outro lado dessa história trouxe revelações surpreendentes. No esforço de dar voz a quem nunca ousou falar, descobriu-se uma Noronha que respira uma liberdade velada, inimaginável nos atuais dias de democracia brasileira. Uma falta de liberdade que lembra o ar vigiado de uma outra ilha, no Caribe, a ilha do ditador Fidel Castro. Realidades diferentes, mas com similitudes no sentimento de quem vive como se tivesse a alma aprisionada.

Não se descobre a Cuba que Noronha esconde no primeiro momento. No imediato contato. Ela vai se impregnando aos poucos, se revelando em pequenos gestos e preciosos detalhes. Quanto mais se conhece essa outra Noronha, mais parecida com Cuba ela vai ficando. E nada é mais Cuba em Noronha do que a impossibilidade da livre expressão. Não de uma forma escancarada, com sanções publicadas em diário oficial e tanques nas ruas, como ocorre nas ditaduras personificadas por generais autoritários. O regime aqui é outro. A opressão é disfarçada. Acontece da porta de casa para dentro. Justamente por ser camuflada torna-se ainda mais difícil de ser combatida. Não se derruba o que não se vê. Apenas se sente.

É de sentimentos, abafados e escondidos, que é feita esta reportagem. A coragem de trazê-los à tona por moradores cansados de um isolamento geográfico, político e cultural lançou interrogações intrigantes no ar. Como uma ilha com apenas quatro mil habitantes e 17 quilômetros quadrados convive com tantas mazelas sociais e vícios de gestão pública típicos de grandes metrópoles ou de sertões esquecidos? E por que esse outro arquipélago, até então sinônimo de paraíso, demorou tanto para ser descoberto? Nas páginas deste especial, Fernando de Noronha como nunca se viu. Como sequer se supunha existir.

Favela em Fernando de Noronha tem nome de presídio. Chama-se Carandiru. É um prédio público, escondido no fim de uma rua enlamaçada e ocupado por famílias que não têm onde morar. São nove adultos e sete crianças disputando o mesmo banheiro, o mesmo varal. Brigando por eles até. Pai, mãe e filhos espremidos em quartinhos sem nenhuma privacidade. Quando chove, tem que colocar prego no forro, porque senão o teto cai na cabeça das crianças. Já ocorreu outras vezes. Toda noite, o medo é que aconteça de novo.

Favela em Fernando de Noronha não é de taipa. É de zinco. O lugar mais parece um ferro-velho, com casas de metal retorcido e queimado. São os iglus. Herança dos soldados americanos. Do tempo da Segunda Guerra Mundial. Lá também ninguém dorme quando chove. É que as paredes dão choque. Vez ou outra um iglu pega fogo. A última vez foi no Carnaval deste ano. Quando viram, o ferro já tinha sido devorado pelas chamas. O local é condenado pelo Corpo de Bombeiros e pela Vigilância Sanitária. Lá vivem 11 pessoas que não têm para onde ir. Por causa dos riscos, a qualquer hora elas temem que uma medida judicial mande o trator colocar tudo abaixo. Até lá, esperam por uma casa de tijolo que nunca chega.

“A gente vai falar com o administrador e ele enrola: ‘Daqui a um mês eu dou a resposta’. Isso é o que ele diz para todo mundo. Mas eu não posso mais esperar. Quem vai responder pela minha morte, do meu neto, do meu filho? Eu vivo aguardando o choque fatal”, desabafa Maria das Graças Caldas, que há seis anos vive na favela de zinco. Nascida em Noronha, ela ganha a vida como guia turística. E se envergonha do lugar ondemora. “Quando os turistas insistem em me deixar em casa, eles se assustam com o que veem. Ficam surpresos que exista favela em Fernando de Noronha. Não me orgulho de trazê-los aqui. Mas não posso viver como fantasma.”

Descobrir as favelas que se escondem no paraíso exige esticar o olhar para além da paisagem. Os iglus condenados ficam por trás do Projeto Tamar, que monitora espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. Dia e noite dezenas de turistas visitam o local para assistir a palestras, comprar suvenires, ver e admirar a Noronha ecologicamente correta que cuida e preserva a natureza. Saem de lá encantados, sem saber que no quintal das famosas tartarugas dona Graça passa a noite acordada com ratos dentro de casa e medo de choque elétrico.

O Carandiru é ainda mais invisível. Só passa pela rua de lama, na Vila do Trinta, onde as famílias se amontoam no prédio invadido, quem vive o dia a dia da ilha. E como é viver num lugar com nome de presídio? Quem responde é Airon Pereira, 28 anos, nascido no arquipélago. “Eu nunca fui preso, mas é um sentimento muito ruim. Pesa na gente. Tento não lembrar desse nome, já que não tenho outra saída”, resigna-se. Ouvir a sua história é acompanhar como a ilha dos ilhéus, de muitos anos atrás, foi se transformando na ilha dos turistas, dos dias de hoje. “As casas onde antes a gente comia e tomava banho viraram quartos de aluguel, pousadas. As famílias vivem espremidas num quartinho no quintal porque a casa foi adaptada para virar hospedaria”, diz.

A fala de Airon sintetiza uma parte da realidade da ilha na questão habitacional. Como o custo de vida em Fernando de Noronha é altíssimo, só ganha dinheiro quem trabalha com turismo. E, para muitos moradores, a única forma de fazer dinheiro é abrindo mão da própria casa para transformar em quartos para turistas. O problema é ainda mais grave porque as famílias se reproduzem, os filhos crescem, casam, separam e não há para onde ir. Ficam todos espremidos no mesmo quartinho nos fundos de casa.

A outra ponta do problema é mais complexa. Diz respeito aos que nem sequer têm casa ou um terreno para morar. Um quartinho em Fernando de Noronha chega a custar R$ 1.000, o aluguel. Para quem ganha R$ 1.200 de salário, como Airon, só resta o Carandiru. Existe hoje uma lista com mais de 300 moradores em Fernando de Noronha esperando casas do governo. Airon diz que tem vergonha de ir na administração e mostrar seu rosto lá. Porque toda vez que ele vai escuta a mesma coisa: “Você é só mais um morador que passa pelo mesmo problema”. Ele é só mais um sem-teto na ilha paradisíaca.

">

Fonte: http://www2.uol.com.br/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A força das redes sociais: Natal (RN) vive dias de Indignad@s

Em acampamento de 11 dias contra prefeita Micarla de Souza, manifestantes vivem dias de lutas e conquistas






Por>>> Rudson Pinheiro Soares de Natal (RN)

Integrantes do Movimento #ForaMicarla – criado nas redes sociais e que pede o impeachment da Prefeita de Natal (RN), Micarla de Souza (PV), a “Borboleta”, como é conhecida – desocuparam no último dia 17 o pátio do parlamento municipal depois de 11 dias acampados.

Os manifestantes deixaram o local, após acordo assinado entre eles, os 21 vereadores da casa, o Ministério Público e a OAB.No acordo os veredores assumiram o compromisso de atender duas reivindicações: a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os contratos administrativos da Prefeitura – com presidência ocupada pela oposição e sem a presença de parlamentares que, de alguma forma, possuam contratos com a Prefeitura – e a realização de uma Audiência Pública sobre o caos administrativo em que, segundo os manifestantes, se encontra a cidade.

O Movimento #ForaMicarla encerrou o Acampamento “Primavera sem Borboleta”, mas promete firmeza no propósito de derrubar Micarla, cuja administração é acusada de corrupção e de abandono da cidade.

Após a realização da Audiência Pública, o Movimento divulgou Carta Aberta intitulada “Reflexões sobre as primeiras batalhas”. O documento, em um dos trechos, afi rma: “Foi preciso superar a noção de que protestar é uma coisa fora de moda, que não gera resultados, que é coisa de gente baderneira. Rasgar o véu do individualismo, do consumismo, do imediatismo”.

Os integrantes do #ForaMicarla acreditam que as investigações da CEI levarão ao impeachment da Prefeita e afirmam que as manifestações continuarão. Acompanharão os trabalhos da CEI e, com isso, farão um relatório paralelo. “O nosso caminho ainda pode ser longo e tortuoso. Mas agora, companheiros( as) que somos, andamos melhor”, diz a Carta Aberta, conclamando todos os que se sentirem contemplados pelas palavras e ações do #ForaMicarla a se juntarem ao Movimento. “Da inércia para o movimento basta um pulo. E quem não pula quer Micarla”, conclui a Carta.

Onze dias de tensão e resistência

O Acampamento “Primavera sem Borboleta” teve início no dia 7 de junho, quando manifestantes foram até à Câmara protestar contra o fato de uma CEI sobre os contratos de aluguéis da Prefeitura não ter a presença da oposição, nem na relatoria e nem na presidência, e contra o fato de um dos membros da Comissão, o vereador Albert Dikson (PP), possuir contrato com a administração municipal.

Em seguida, já acampados, os manifestantes tomaram conhecimento, pelo Diário Oficial, da extinção da CEI. “Eles achavam que, ao extinguirem a CEI, ficaríamos sem pauta de reivindicações. Enganaram-se redondamente”, diz Mozart Neto, advogado, um dos articuladores do Movimento nas redes sociais e presença constante no acampamento.

A Câmara Municipal ingressou com um Mandado de Segurança solicitando a desocupação do pátio. O pedido foi acolhido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e a retirada dos manifestantes foi marcada para ocorrer no dia 14, ao meio dia, quando os acampados se armaram de flores brancas para receberem a polícia.

No mesmo dia, Micarla de Souza, em entrevista coletiva, afirmou, mais uma vez, que estava aberta ao diálogo e que o Movimento foi articulado por quem foi derrotado nas urnas, em 2008. “Resolvi convidar vocês para participarem dessa entrevista, a fi m de comunicar a toda a população natalense que não irei aceitar qualquer tipo de ilação, qualquer tipo de questionamento com relação à lisura de nossa gestão”, sentenciou a Prefeita.

Em carta aberta à Prefeita, o Movimento comentou sua entrevista: “O que testemunhamos foi a persistência de um discurso marcado pela desqualificação dos que contestam de maneira franca o seu trabalho, pela falta de auto-crítica e de disposição em participar de um debate amplo e aberto a todos”.

No entanto, graças a uma mediação da Ordem dos Advogados do Brasil sessão Rio Grande do Norte junto ao Presidente da Câmara, vereador Edivan Martins (PV), a invasão policial foi adiada por 24 horas, para o dia 15. Martins pediu à polícia que esperasse por mais um dia e prometeu atender as reivindicações, ainda que parcialmente; o que não fez. No dia seguinte, o pleno do TJRN autorizou o uso da força policial para às 18h.

Para a hora da desocupação foi marcada via redes sociais uma mobilização que promoveu um buzinasso por toda a cidade e o acampamento, que à esta altura já contava a presença de militantes de diversos coletivos, partidos e movimentos sociais, lotou de simpatizantes.

Na hora “H”, o mandado do TJRN que autorizava o uso da força policial foi derrubado por uma liminar emitida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), articulada por estudantes de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em reação à decisão do STJ, os manifestantes, carregados de muita emoção, cantaram o hino nacional, “uma cartarse que muitos(as) lembrarão pelo restante de suas vidas”, diz a Carta Aberta.

Do baile à prefeitura

Antes do acampamento, outras manifestações contra Micarla de Souza já haviam ocorrido. Em janeiro deste ano, estudantes se mobilizaram contra o aumento das passagens de ônibus. Já em março, no tradicional Baile de Máscaras de abertura do carnaval da capital potiguar, houve outra manifestação e a prefeita, avisada, faltou à entrega da Chave da Cidade que ocorreria na ocasião. Durante o carnaval, a manifestação seguiu com o bloco do “Xô Inseto”, alusivo ao apelido de Micarla. Em 25 de maio, 2000 pessoas foram às ruas pedir a saída da Borboleta. Fizeram o mesmo no dia primeiro de junho.

Durante o acampamento, outros atos pela cidade foram realizados, dias 9 e 15 de junho, nas duas ocasiões contra o uso da força policial. Por fi m, o ato de desocupação, no dia 17. “O Egito é aqui” é um dos slogans do Movimento, em função das transformações naquele país e pelas manifestações terem sido viabilizadas, em parte, através das redes sociais. “A cada ato que fazemos, o Movimento aumenta de tamanho” diz a agora ex-acampada Vani Silva, assistente social e estudante de direito.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br

domingo, 26 de junho de 2011

Morre o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza





O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, 65 anos, morreu na noite deste sábado (25) após sofrer um infarto fulminante na cidade de São Roque, interior de São Paulo, onde passava o feriado de Corpus Christi em um hotel da cidade.

Segundo informações da assessoria do governo do Estado de São Paulo, Paulo Renato chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O velório deve ser realizado neste domingo (26) na Assembleia Legislativa de São Paulo.

No Twitter, o ex-governador de São Paulo José Serra lamentou a morte de Paulo Renato. "Foi-se Paulo Renato, meu querido amigo, um dos maiores homens públicos do Brasil. Foi um grande secretário e um grande ministro da Educação", escreveu Serra.

Assim como Serra, outros políticos lamentaram a morte do ex-ministro. "Grande perda para o Brasil e para os amigos o falecimento do Paulo Renato de Souza" , escreveu o secretário estadual da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo.

"Estou chocado com a perda do amigo Paulo Renato Souza, o melhor chefe que tive em toda minha vida! Ministro da Educação de FHC", escreveu o coordenador de Comunicação da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Raul Christiano.

Paulo Renato Souza

Nascido em Porto Alegre, Paulo Renato era formado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Um dos fundadores do PSDB, foi Ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002) e Secretário de Educação do Estado de São Paulo no governo José Serra (entre 2009 e 2010) e no governo Franco Montoro (entre 1984 e 1986).

Dentre as suas maiores realizações à frente do ministério da Educação estão o ENEM e o SAEB. Na década de 80, foi Reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na década de 70, Paulo Renato foi especialista das Nações Unidas em questões de empregos e salários. Ele também foi vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington.

Fonte: http://www.atribuna.com.br

Brasileiro é eleito para chefiar órgão da ONU contra a fome


José Graziano será o diretor da FAO, após vencer disputa com candidato espanhol

O brasileiro José Graziano da Silva, 61, foi escolhido neste domingo (26) para ser o diretor-geral da FAO (o órgão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), cujo maior desafio é o combate à fome no mundo. A informação foi confirmada pelo Itamaraty, em nota à imprensa.

Ele recebeu 92 dos 180 votos válidos na disputa. A escolha aconteceu hoje em Roma (Itália), onde fica a sede do órgão, durante sua 37ª conferência. Graziano iniciará seu mandato no dia 1º de janeiro de 2012 e ficará no cargo até 31 de julho de 2015.

Idealizador do Fome Zero e ex-ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o brasileiro é especialista em segurança alimentar e já ocupava o cargo de subdiretor da FAO. Neste sábado (25), ele disse que o mundo precisa de uma FAO forte e eficaz, agora mais do que nunca.

- Houve um longo período de negligência na agricultura, pesca, florestas e desenvolvimento rural e segurança alimentar. A atual crise econômica global e a de alimentos é uma ligação para despertar. Para nos lembrar como estamos interligados, e é mais evidente na alimentação e na agricultura.

Para ele, uma nação só pode fazer muito para estimular sua agricultura e garantir seu acesso aos alimentos. Outros temas têm de ser tratados em grande escala, incluindo a segurança alimentar, doenças transnacionais, a conservação dos bancos de pesca nos oceanos e o impacto da mudança climática.

Graziano disse que membros da FAO chamaram a uma maior cooperação técnica em novas áreas. Antes de saber do resultado da eleição ele disse que, caso fosse eleito para a presidência da organização, tentaria aumentar a cooperação internacional.

- Estamos de acordo que FAO tem muito por fazer para melhorar sua eficácia e livrar-se da burocracia. A organização deve descentralizar-se, mas não de modo que "em uma caibam todas". Estou feliz porque muitos governos, principalmente da América Latina, Ásia e África, tenham demonstrado interesse em aprofundar seus trabalhos com a FAO para melhorar a situação da mulher.

Prioridade

Graziano afirmou que a África tem de continuar sendo a maior prioridade da FAO. Aludiu ao novo conceito de "economia azul" para a conservação dos recursos marítimos e aos países que enfrentam a falta de água na Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África e que veem na FAO um papel fundamental para solucionar o problema.

Fonte: http://noticias.r7.com

sábado, 25 de junho de 2011

Bahia supera Atlético-PR em dia de protestos; Adilson Batista pede demissão




A crise do Atlético-PR no Campeonato Brasileiro parece não ter fim. Em jogo realizado na noite deste sábado, na Arena da Baixada, a equipe perdeu para o Bahia por 2 a 0 e deixou o campo sob fortes protestos da pequena torcida que enfrentou o frio de Curitiba para apoiar o time. O técnico Adilson Batista não aguentou a pressão e pediu demissão nos vestiários.


Em jogada individual, o volante Marcone abriu o marcador aos 20min do segundo tempo. Já no final da partida, Lulinha recebeu grande lançamento de Ricardinho e finalizou na saída do goleiro Márcio para colocar números finais ao encontro válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Irritada com o desempenho do time, a torcida passou a vaiar a equipe logo após o Bahia ter aberto o marcador e pediu a saída do técnico Adilson, fato que se concretizou após a partida. "Pensando no próprio bem do clube tomei a decisão. Conversei com o presidente (Marcos Malucelli) e estou saindo, deixando o Atlético-PR", afirmou o treinador.

Em 14 partidas como comandante do clube rubro-negro, Adilson conquistou quatro vitórias, quatro empates e perdeu seis vezes, com um aproveitamento de apenas 40%. A última vitória da equipe aconteceu no dia 30 de abril, sobre o Rio Branco de Paranaguá, ainda pelo Campeonato Paranaense.

Durante a semana, membros de uma torcida organizada já tinham invadido o CT do Caju para protestar contra o péssimo início de Brasileiro.

Com o triunfo, o Bahia se consolida de vez no meio da tabela do Brasileiro. Agora, a equipe soma oito pontos e está provisoriamente no nono lugar. Já o Atlético-PR continua sem vencer e com apenas um ponto. A equipe pode cair para a última posição se o Avaí não perder para o Fluminense no domingo.

As equipes voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro no meio da semana. Na quarta, o Bahia recebe o Corinthians, no Estádio do Pituaçu, às 21h50 (de Brasília). No dia seguinte, a equipe paranaense viaja até o Rio de Janeiro para encarar o Fluminense, no Engenhão, às 21h (de Brasília).

Fonte: http://esportes.terra.com.br

O estado de saúde do Presidente Venezuelano Hugo Chávez é crítico, diz Jornal


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, internado em um hospital de Havana, em Cuba, atravessa um "quadro clínico crítico", noticiou nesta sexta-feira o site do jornal "El Nuevo Herald", publicação em espanhol que é editada em Miami, nos Estados Unidos.

A informação teria vindo de fontes da inteligência americana, que teriam falado sob condição de anonimato.

Elas não puderam confirmar se Chávez está sendo tratado de um câncer de próstata, versão que tem sido "sussurrada" cada vez com mais frequência entre altas esferas venezuelanas, diz a notícia.

"[Ele] se encontra em um estado crítico; não grave, mas crítico, complicado", afirmou uma das fontes.

As fontes de inteligência também confirmaram ao jornal que Marisabel Rodríguez e Rosinés, respectivamente ex-mulher e filha de Chávez, saíram da Venezuela misteriosamente com destino a Cuba em um avião da Força Aérea venezuelana.

Reaparição

Hugo Chávez, que não é visto em público há duas semanas, encerrou o silêncio incomum com várias mensagens postadas no Twitter também nesta sexta-feira, mas não disse nada sobre sua saúde após ter passado pela cirurgia em Cuba.

Fonte: http://www.atribuna.com.br

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mãe acusada de matar bebê em micro-ondas pode pegar pena de morte


Ka Yang, 29 anos, é acusada formalmente pela morte de sua filha de seis semanas, colocada no forno de micro-ondas

A polícia de Sacramento, na Califórnia (EUA), acusou formalmente nesta quinta-feira uma mulher pela morte de sua filha de apenas seis semanas, colocada no forno de micro-ondas. Se condenada, Ka Yang, 29 anos, pode pegar pena de morte, de acordo com a agência AP.

Mirabelle Thao-Lo foi encontrada morta na casa da família em março. De acordo com as autoridades, ela morreu em função das graves queimaduras que sofreu ao ser colocada no micro-ondas. Inicialmente, a mãe afirmou que tinha adormecido com a menina nos braços e acordado com ela ferida, perto do aquecedor.

No entanto, ao ser interrogada, ela acabou admitindo que mentiu e que poderia ter "dupla personalidade". A causa da morte só foi determinada depois que a chupeta da criança foi encontrada dentro do eletrodoméstico e uma série de casos semelhantes foram analisados.

Yang, que tem outros três filhos sob os cuidados de familiares, foi acusada formalmente de homicídio após ter sido presa na última terça-feira e ainda não tem um advogado de defesa, segundo a AP

Fonte: http://noticias.terra.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fé cega, faca amolada



Jean Wyllys*

O episódio envolvendo o projeto Escola Sem Homofobia do MEC e a marcha cristã contra o PLC 122 (que revê punições para quem viola a dignidade e os direitos de minorias vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiências e LGBTs) me suscitaram uma questão que está ligada ao crescimento do fundamentalismo religioso e aos esforços deste para converter seus dogmas em leis para todos. A questão nos leva a crer que o Estado laico e de direito, as liberdades civis e o humanismo estão ameaçados pelo fundamentalismo cristão (católico e, sobretudo, evangélico neopentecostal).

Jean Wyllys: “O Estado é laico. É por ele que os congressistas devem lutar”.

Em primeiro lugar, quero ressaltar que não estou me referindo à totalidade dos crentes cristãos, mas apenas aos fundamentalistas. Conheço muitos crentes católicos e evangélicos que comungam do respeito (e até se sacrificam) pelas liberdades, pela justiça e pela humanidade. Eu mesmo fui educado no cristianismo católico e herdei, do catecismo e das comunidades eclesiais de base, o humanismo e o amor pelo outro que hoje defendo, embora não seja mais católico. Há muitos outros crentes que defendem o mesmo. Mas não é o caso dos fundamentalistas.

Cristãos fundamentalistas são aqueles que crêem na Bíblia sem interpretá-la. Acreditam nos fundamentos de sua religião como verdades absolutas e inquestionáveis – e a Bíblia, como um texto literário escrito em contexto histórico e social bastante diferente do nosso, na maioria de suas passagens não deve ser tomada ao pé da letra. O fundamentalismo religioso tem, então, total identidade com o fanatismo e com o obscurantismo.

As idéias de cristãos fundamentalistas acerca da homossexualidade – de que esta é uma doença ou um “pecado mortal” e que os homossexuais vivem em pecado e que, portanto, “não herdarão o reino dos céus” – são obscurantistas e fanáticas e abrem mão da razão. Esses “cristãos” – muitos deles ocupando espaços na tevê, nas Assembléias Legislativas, Câmaras de Vereadores e no Congresso Nacional – querem que mulheres e homens vivam segundo leis e valores descritos em um livro (a Bíblia) escrito há dezenas de séculos antes de nós. Querem que joguemos fora todas as descobertas científicas e argumentos filosóficos acumulados nos últimos dois mil anos de discurso humano para vivermos conforme vivem os personagens da Bíblia. Não! Mulheres e homens precisam desenvolver suas virtudes e possibilidades humanas, precisam ser humanistas e lutar pelas liberdades civis.

Não se calar diante da tagarelice desses parlamentares e de outros fundamentalistas é, portanto, lutar pela respeito mútuo entre os diferentes, pela solidariedade entre os seres humanos, pela liberdade de crença e de descrença (sim, ateus e agnósticos têm o direito de não crer e nem por isso devem ser considerados pessoas sem ética) e pela laicidade. Em seu Artigo 19, a Constituição afirma que o estado brasileiro é laico e que, como tal, não deve nem pode estabelecer preferências entre as religiões. O texto constitucional dá à pessoa humana o direito de acreditar ou não em um ser divino, mas, afirma que o estado não tem sentimento religioso.

A história nos mostra que o fundamentalismo em qualquer religião só leva as pessoas ao autoritarismo, à escravidão e à violência. Fundamentalistas não têm compromisso com a ética que assegura a vida nem com o bem-estar de todos. Essa gente quer estabelecer a paz dos cemitérios. Como diz a letra da canção, “fé cega, faca amolada”.


Jean Wyllys* É Jornalista e linguista, é deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT.

Fonte:http://www.cartacapital.com.br

ProUni abre inscrições para bolsas; há 648 vagas na região da Baixada Santista







Estão abertas as inscrições para o segundo semestre do Programa Universidade para Todos (ProUni). As matriculas seguem até a próxima sexta-feira . Ao todo, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizará 92.107 bolsas em todo o Brasil. Na Baixada Santista serão 655 vagas em diversos cursos de oito municípios da região. Dessas, 101 fazem parte do sistema de Ensino a Distância (EAD).

O processo de seleção será desenvolvido por apenas uma etapa com três chamadas sucessivas. Os resultados dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis na internet nos dias: 27 de junho(1ª chamada), 12 de julho( 2ª chamada) e 25 de julho (3ª chamada).

Para concorrer às bolsas, os interessados devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado e ter alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e sua tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemáticas e suas tecnologias). Além de ter nota superior a zero na redação.

Das vagas destinadas à Baixada Santista, 77,86% estão espalhadas entre diversos cursos das universidades de Santos. A Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Santos (ESAMC) é a unidade com a maior parte delas. São 301 bolsas divididas entre cursos de Administração, Design, Direito, Engenharias, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, entre outros.

O Guarujá é o segundo Município com mais oportunidades. A Cidade tem 45 vagas abertas em três instituições: Faculdade do Guarujá, Faculdade de Tecnologia Internacional e a Faculdade de Educação Ciências e Letras Don Domênico.

As demais 60 bolsas oferecidas pelo MEC à região estão disponíveis nas cidades de Itanhaém (24), Praia Grande (21), São Vicente (7), Bertioga (6) e Mongaguá (2).

Para maiores informações sobre o ProUni, o interessado deve acessar o site do programa www.siteprouni.mec.gov.br ou entrar em contato com a Secretaria da sua Instituição de Ensino.

Fonte:http://www.atribuna.com.br

Maradona diz que Neymar e Pelé são "mal educados"


Maradona voltou a disparar contra craques brasileiros, dessa vez, nem Neymar escapou

Diego Maradona voltou a atacar Pelé e, dessa vez, mirou em um novo alvo, a revelação da Seleção Brasileira, Neymar. O ex-treinador da seleção argentina foi questionado pela imprensa espanhola sobre uma frase de Neymar, que disse poder superar Messi como melhor jogador do mundo atuando pelo Santos.

Ao saber da frase do jogador, Maradona respondeu: "esse garoto é um mal educado, não tem respeito, assim como Pelé. Messi é um jogador excepcional e duvido que alguém possa superá-lo."

O craque santista disse a frase polêmica após ser questionado se acreditava que para se tornar o melhor jogador do mundo seria necessário ir para o futebol europeu. Neymar respondeu que Pelé foi o melhor do mundo jogando no Santos e, por isso, acreditava que ele também poderia alcançar esse feito jogando no clube brasileiro. Por fim, afirmou: "posso superar o Messi jogando no Santos.
Fonte:http://esportes.terra.com.br

sábado, 18 de junho de 2011

‘Miseráveis entre miseráveis’, mais de 10 milhões vivem com R$ 39


Dados do Censo de 2010 que balizaram ações do Brasil sem Miséria, principal programa social da gestão Dilma, detalham onde vivem 8,5% dos brasileiros com renda familiar de até R$ 70

Por >>>Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

RIO - Uma população estimada em 10,5 milhões de brasileiros - equivalente ao Estado do Paraná - vive em domicílios com renda familiar de até R$ 39 mensais por pessoa. São os mais miseráveis entre 16,267 milhões de miseráveis - quase a população do Chile - contabilizados pelo governo federal na elaboração do programa Brasil sem Miséria.

Lançado no dia 3 de maio como principal vitrine política do governo Dilma Rousseff, o programa visa à erradicação da miséria ao longo de quatro anos.

Dados do Censo 2010 recém-divulgados pelo IBGE que municiaram a formatação do programa federal oferecem uma radiografia detalhada da população que vive abaixo da linha de pobreza extrema, ou seja, com renda familiar de até R$ 70 mensais por pessoa - que representam 8,5% dos 190 milhões de brasileiros.

A estimativa dos que sobrevivem com até R$ 39 mensais per capita é a soma dos 4,8 milhões de miseráveis que moram em domicílios sem renda alguma e 5,7 milhões de moradores em domicílios com rendimento de R$ 1 a R$ 39 mensais. Estima-se que outros de 5,7 milhões vivem com renda entre R$ 40 e R$ 70 mensais por pessoa da família.

Os números calculados pelo Estado são aproximados e levam em conta o número médio de 4,8 moradores por domicílio com renda familiar entre R$ 1 e R$ 70 mensais.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social com base no Censo 2010, há 4 milhões de domicílios miseráveis no País. Em 1,62 milhão desse total vivem famílias que não têm renda. Em 1,19 milhão de moradias a renda familiar é de R$ 1 a R$ 39 mensais per capita e em outro 1,19 milhão as famílias vivem R$ 40 a R$ 70.

Fonte: http://www.estadao.com.br