sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012 !!!



Este Blog deseja à todos os companheiros seguidores um FELIZ 2012.
Que neste novo ano possamos juntos continuarmos compartilhando
boas notícias e informações verdadeiras, livre de manipulação dos
donos dos Meios de Comunicação ( Grande Mídia )!
.
FELICIDADES à TDS OS COMPANHEIROS BLOGUEIROS...(...)!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Polícia Federal apreende mais de 800 quilos de maconha em Peruíbe



Apreensão ocorreu neste hotel, no Ruínas

Operação especial para cumprir mandados de busca e apreensão da Polícia Federal da capital paulista resultou na apreensão de mais de 800 quilos de maconha em Peruíbe, no litoral sul. Ao menos 16 pessoas, entre argentinos, paraguaios e brasileiros, envolvidas com o tráfego internacional de drogas, foram detidas e estão a caminho de São Paulo.

A ação, que contou com o apoio apenas de soldados Polícia Militar de Santos, também recolheu cinco veículos de procedência duvidosa.

Informações iniciais indicam que os trabalhos de investigação para interceptar a quadrilha ocorrerem há alguns meses e de forma independente, com grupo de oficiais da central da Polícia Federal do Estado. A Delegacia de Santos, porém, não participou da operação.

Parte do bando, junto com as substâncias ilícitas e os automóveis, estavam hospedados em um hotel localizado na esquina da Avenida Padre Anchieta com a Rua Oswaldo Marçal, no Bairro Ruínas. Segundo apurado com funcionários do local, esta é quarta vez que o grupo vem à região. Sempre com crianças e esposas, nunca levantaram suspeitas.

Oficialmente, o PF ainda não se pronunciou sobre o assunto. Em resposta, o setor de comunicação do departamento na capital confirma que a operação foi deflagrada, mas disse que vai se pronunciar apenas no final da manhã, quando todos os registros forem feitos.

Fonte: http://www.atribuna.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para os críticos: Com investimentos feito no governo LULA - SUS oferece tratamento p/ o câncer, semelhante a Hospitais Privados


Lula iniciou esta semana tratamento contra o câncer

A divulgação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tumor na laringe e começou poucos dias depois o tratamento no hospital particular Sírio-Libanês, em São Paulo, fez com que muitos críticos o atacassem, sugerindo que deveria usar o atendimento público de saúde, o SUS. Em redes sociais como o Facebook e o Twitter, o tema gerou discussões e forte polêmica e questionamentos sobre a qualidade do serviço público. O assunto chegou a se tornar um dos mais populares no Twitter.

Para pacientes com câncer que recebem tratamento pelo SUS no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), o debate não faz tanto sentido, e Lula poderia, sim, receber tratamento no hospital, que é referência nacional em oncologia.

A reportagem visitou nesta terça-feira o Icesp e conversou com médicos, enfermeiros e pacientes que fazem tratamento no hospital. Os 12 pacientes ouvidos elogiram o Icesp, e alguns chegaram até a indicar o tratamento público para o ex-presidente.

"Lula poderia vir aqui sem problemas", disse Valdenor Pereira, que passava por tratamento de acupuntura para aliviar dores. "Se eu fosse milionária, talvez fosse para um hospital particular também, mas o atendimento aqui é muito completo, muito atencioso", disse a paciente Julieta Aparecida, que passa por tratamento de reabilitação. "Eu me sinto muito segura", complementou.

O atendimento ali "é irrepreensível”, segundo Eros Grigolli, paciente de câncer no fígado que fazia quimioterapia. "É o melhor serviço público que já vi. Recomendaria para Lula", disse. O paciente Juscelino dos Santos, também da quimioterapia, tinha opinião parecida. "Aqui é um bom lugar", disse.

Grigolli e Santos concederam entrevista em uma sala para pacientes receberem quimioterapia, onde oito pessoas são tratadas simultaneamente. Em todas as áreas do hospital visitadas pela reportagem, os pacientes recebiam atendimento em ambientes coletivos, sem tanta privacidade quanto se pode ter em um hospital particular. "A única diferença entre os dois hospitais é que o particular tem tratamento de hotel", disse um funcionário que não quis se identificar.

Para a coordenadora de Oncologia Clínica do Icesp, Maria Del Pilar Esteves, caso Lula tivesse optado por ser tratado pelo SUS, "ele teria as mesmas chances" de recuperação que tem no tratamento pelo Sírio-Libanês. "Nossos recursos são comparáveis", disse a médica.

Referência pública

O Icesp foi inaugurado em maio de 2008, após o investimento de R$ 270 milhões em obras e equipamentos, como o maior hospital especializado em câncer da América Latina. Todos os anos, cerca de 14 mil novos pacientes com a doença são tratados no hospital. Em média, 6 mil pessoas recebem atendimento mensalmente no local, que funciona em um prédio com 28 andares.

A equipe de reportagem acompanhou a chegada de pacientes, a passagem por diagnósticos por tomografia, o tratamento com quimioterapia e a reabilitação, onde os doentes fazem fisioterapia e recebem outros cuidados para poderem ter uma vida normal após o câncer.

Segundo Esteves, todo o atendimento oferecido ali é pago pelo SUS, sem custo para os pacientes. "Temos atendimento completo para os principais tipos de câncer, incluindo o de laringe", explicou. Segundo ela, o Icesp oferece atendimento completo, desde o diagnóstico de pacientes indicados a ele pela rede pública.

Segundo a médica, o Icesp realiza pesquisas regulares sobre o câncer e costuma perceber que seus dados relacionados aos resultados nos tratamentos de pacientes são equivalentes ao de hospitais do resto do mundo. A comparação levaria a crer que as chances de cura de um paciente, como o ex-presidente, são as mesmas de outros hospitais.

Ela explicou que não há uma estatística específica de tratamento de câncer de laringe no hospital. Tumores nesta parte do corpo respondem por cerca 2% dos casos de câncer registrados no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que estima um total de 9.320 casos por ano em todo o país.

Durante a visita da reportagem ao hospital público, foi possível conversar com pacientes que fazem quimioterapia e reabilitação, mas não havia nenhum recebendo tratamento para câncer na laringe. O hospital oferece tratamento com fonoaudióloga como parte da reabilitação de pacientes que têm perdas na voz por conta de câncer na laringe.

Gastos públicos

O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira, mesmo dia em que o ex-presidente se internou para dar início ao tratamento de quimioterapia, que o SUS vai aumentar em 22% os recursos para assistência a pacientes com câncer no país, atingindo R$ 2,2 bilhões no ano.

Segundo o ministério, o aumento deve ampliar e qualificar a assistência aos pacientes do SUS para os tipos mais frequentes de câncer: fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. A projeção do governo é de chegar a 27,8 milhões de procedimentos médicos de oncologia no ano, sendo 94 mil cirurgias.
A doutora Esteves, médica no Instituto do câncer de SP, disse não poder afirmar que o tratamento do hospital em que ela trabalha é equivalente ao atendimento público oferecido no resto do Brasil. "O país é muito heterogêneo", disse.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os 26 estados e o Distrito Federal têm pelo menos um hospital habilitado para tratamentos em oncologia. O SUS, diz o governo, conta com 276 serviços especializados em tratamento de câncer, e estima-se que 490 mil novos casos tenham sido registrados no ano passado.

Preconceito e detecção

Durante o anúncio dos gastos do governo com o tratamento de câncer, o ministro Alexandre Padilha alegou ser importante superar o preconceito que existe com a doença. “O câncer tem cura”, disse Padilha.

Para a doutora Esteves, do Icesp, a visibilidade do tumor do ex-presidente Lula pode servir para divulgar melhor os tratamentos que existem contra o câncer e incentivar as pessoas a buscarem a detecção precoce de tumores. "O caso de Lula pode levar mais gente à clínica", disse, mencionando que é importante estar atento aos sintomas desde o princípio – e explicando que não há risco de excesso de pacientes procurarem o hospital sem necessidade.

Segundo o Inca, a detecção precoce do câncer de laringe, com atenção a sintomas (como rouquidão excessiva e dores persistentes na garganta) e comportamentos de risco (como fumar), é importante para garantir um tratamento eficaz contra os tumores.

Fonte: http://www.atribuna.com.br

sábado, 29 de outubro de 2011

#ForçaLula O Brasil está torcendo por você!



"Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve ate hoje. Ele vai ficar bom! #ForçaLula"

O ex-presidente Lula realizou exames neste sábado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após queixas de dores de garganta, e foi diagnosticado um cancer localizado de laringe. Segundo boletim médico divulgado pela instituição, após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias.

O boletim informa ainda que Lula está bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial. A equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada por Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

Ontem, o Instituto Lula havia divulgado que o ex-presidente iria ao Hospital Sírio-Libanês apenas para prestar exames de rotina. Hoje, a assessoria do instituto confirmou que ele investigava causas das dores de garganta e que segue no hospital, mas deve deixar o local ainda neste sábado. Na quinta-feira, Lula completou 66 anos de idade.

Nota

A assessoria de imprensa do ex-presidente Lula divulgou há pouco uma nota oficial informando que Lula deu entrada ontem no hospital Sírio-Libanês para exames, após se queixar de dores na garganta. Segundo nota do hospital divulgada hoje de manhã, os exames diagnosticaram um tumor localizado na laringe. O ex-presidente receberá tratamento quimioterápico de caráter ambulatorial a partir de segunda-feira. Lula deve deixar o hospital ainda hoje, segundo a nota divulgada pelo assessor José Chrispiniano, do Instituto Lula. Os Amigos do Presidente Lula.

Fonte:http://wwwterrordonordeste.blogspot.com

sábado, 1 de outubro de 2011

Dia do Idoso


Psicóloga diz que o País precisa se preparar para o envelhecimento acelerado

No Dia do Idoso, celebrado neste sábado, a psicóloga Vera Lúcia Coelho, professora do curso de psicologia clínica da Universidade de Brasília (UnB), faz um alerta: “O Brasil precisa se preparar para o envelhecimento acelerado da população nos próximos anos.”

Segundo ela, as autoridades públicas devem ficar atentas a isso: “Temos a ilusão de viver em um país de jovens. A propaganda de que a beleza jovem é a única possível e saudável está impregnada na gente.” Neste sábado, o Brasil também comemora oito anos do Estatuto do Idoso.

Segundo o Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20 milhões de idosos, o que corresponde a aproximadamente 10% da população do país. A maioria (6,5 milhões) tem entre 60 e 64 anos. Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com maior número de idosos. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Brasil terá, em 2050, 22,5% da população com mais de 65 anos.

O Estatuto do Idoso prevê várias políticas públicas de valorização dos idosos. No entanto, a professora da UnB entende que elas não estão sendo cumpridas integralmente. Além disso, Vera Lúcia defende que toda sociedade esteja atenta ao envelhecimento populacional. “Ainda não estamos preparados para o envelhecimento da população.” Para a psicóloga , é preciso que haja uma mudança de postura no país em relação a esse tema.

O geriatra Einstein de Camargos, do Hospital Universitário da UnB, concorda com Vera Lúcia. A estrutura familiar e social, assinala, não contempla a inclusão dos idosos. “Quem dava apoio [aos idosos] era a família, mas essa estrutura se perdeu. Hoje, cada um está envolvido com a sua vida. Além disso, as cidades grandes não estão adaptadas para um idoso.”

Embora as estatísticas indiquem o crescimento do número de idosos e as famílias estejam cada vez menos preparadas para conviver com eles, a procura por asilo no país é pequena, observa Camargos. “Apenas 0,8% dos idosos vive em asilos no Brasil.” De acordo ele, o governo não dá o apoio a essas instituições nem fiscaliza suas atividades. “A fiscalização praticamente não existe e a qualidade é aquém do necessário.”

A professora aposentada Sonia Ferreira, 70 anos, teve uma amiga que passou mais de cinco anos em um asilo em Brasília. Segundo ela, a amiga não era maltratada e acabou ficando doente. “Ela estava debilitada, a família não cuidava dela. O neto, que era o único parente vivo, a deixou no asilo, onde ficou lá até morrer”, contou Sonia, que vive com a família.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em maio deste ano, mostra que o número de instituições públicas que abrigam os idosos não acompanha o crescimento da terceira idade. O Brasil tem 3.548 asilos, mas apenas 218 são públicos.

Enquete

Em levantamento realizado em A Tribuna On-Line, 52% dos internautas avaliaram que a maior dificuldade enfrentada pelos idodos é a aposentadoria baixa. A segunda opção citada pelos entrevistas foram os preços abusivos cobrados pelas operadoras de planos de saúde, com 24% dos votos. O abandono familiar é o terceiro item mais votado na enquete, com 13% dos votos.

Fonte: http://www.atribuna.com.br

domingo, 18 de setembro de 2011

Crianças pobres já têm maioridade penal



Quanto mais se aprofundam os efeitos de um sistema capitalista devastador do homem e da natureza, mais avançam ideias e ações conservadoras


Cristian Góes*


Na última semana, a rede Globo, em seus principais veículos de imprensa, fez sua parte no coro nacional de uma elite horrorizada com crianças e adolescentes pobres, em pequenos delitos na capital paulista. Uma equipe de tv colou em um grupo de crianças/meninas que agia na madrugada. Presas e jogadas de um canto para outro, elas reagiam, inclusive contra as gravações. O único objeto furtado de toda noite foi um celular de uma camareira de um hotel. Mas as cenas, repetidas várias e várias vezes em todos os telejornais nacionais, revelavam perigo, violência, horror e descontrole.

Era mais uma reportagem despretensiosa sobre a violência? Óbvio que não! No conteúdo da mensagem estava à defesa pura e cristalina da emissora, voz e porta-voz de uma classe dominante, da campanha pela redução da maioridade penal no país. Quanto mais se aprofundam os efeitos de um sistema capitalista devastador do homem e da natureza, mais avançam ideias e ações conservadoras na sociedade para proteger seu patrimônio contra as ameaças das classes perigosas. E aí vale tudo: prisão de flanelinhas, aplausos às execuções de suspeitos em troca de tiros com a polícia, castração química de suspeitos, criminalização dos trabalhadores que reclamam melhores condições de trabalho e salário, redução da maioridade penal, etc, etc.

No caso de crianças e adolescentes pobres, essa maioridade penal pretendida já existe na prática e faz tempo. Os que foram flagrados nas lentes da tv, geralmente são filhos de pais que estão ou já estiveram nas ruas. Aquelas crianças nasceram em condições desumanas, submetidas ao abandono e ao desprezo social. Nasceram e crescem em ambientes de ausência (família, escola, saúde, trabalho, habitação, lazer, etc), de violência, drogas e de sobrevivência selvagem. Crianças pobres e marginalizadas, condenadas a um clico embrutecido de vida. Condená-las ainda ao quê? Quais as penas ainda a serem impostas a elas? Encarcerá-las cada vez mais cedo é a solução? Claro que não!

Na outra ponta, a mesma sociedade hipócrita que cobra a redução da maioridade penal continua a produzir adolescentes ricos e perversos, que sem limites, não aceitam às diferenças e desenvolvem uma cultura de ódio de classe, de homofobia, de racismo. Queimam índios, matam mendigos, xingam negros, espancam quem os contrarie, usam seus possantes carros para as maiores barbaridades, tudo dentro da maior naturalidade. Abrigados por uma parentela influente nos poderes do Estado, gozam de impunidade e, para eles, a maioridade nunca os atingirá. Mais tarde, alguns chegaram a postos de comando na sociedade e devem continuar a produzir uma sociedade assim.

Voltando às vítima da redução da maioridade, na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos divulgou estudo da Unicef informando que as crianças e adolescentes eram responsáveis somente por 10% dos homicídios praticados, mas ao mesmo tempo elas são vítimas de mais de 40% dos casos de homicídio. Segundo a Unicef também divulgou, a redução da maioridade penal não resultou em diminuição da violência entre crianças e adolescentes em 54 países pesquisados no ano de 2007 que, a exemplo dos Estados Unidos, adotaram a medida. Crianças saem muito piores do que entraram no sistema prisional. Resta provado por estatísticas, pelos fatos e pela história que a violência, inclusive a estatal, só produz mais violência.

Com a sociedade que se tem, não há necessidade de se encarcerar crianças e adolescentes pobres. Uma vida sem família, sem comida, sem casa, sem educação, sem saúde, sem lazer, sem perspectiva de dignidade vai produzir o quê? Como enfrentar essas ausências? Com prisões?

*Cristian Góes é jornalista em Aracaju/SE

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/

Saúde no Brasil.



O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.

O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.

Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.

No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição - ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.

O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.

Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia - é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada.

As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira.

Nesta quarta-feira (14/09), a presidenta Dilma Rousseff defendeu a ampliação dos recursos para a saúde, usando o argumento do gasto por habitante, durante entrevista depois de um evento.

“O setor público gasta duas vezes e meia a menos do que o setor privado na área de saúde. Isso significa uma coisa que nós todos temos de ter consciência: se você quiser um sistema universal de saúde, gratuito e de qualidade, nós vamos ter de colocar dinheiro na saúde e colocar gestão na área de saúde, as duas coisas”, afirmou.

“O dado é dramático”, disse à Carta Maior o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. “As famílias de classe média gastam cerca duas vezes aquilo que o SUS gasta para prover serviços de muita maior abrangência. Há uma disseminação de planos privados de cobertura insuficiente”, completou.

“Fico feliz que a presidente Dilma tenha aludido ao fato de que a saúde suplementar tem um orçamento que é 2,4 vezes superior ao do SUS. Esse é um parâmetro que deve ser considerado”, afirmou à Carta Maior Januário Montone, secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo que apoia a criação de um novo imposto para a saúde.

Fonte:http://www.cartamaior.com.br/

domingo, 11 de setembro de 2011

Há 10 anos, o mundo mudava



Especialistas de diversas áreas analisam como, ao longo dos últimos 50 anos, chegamos ao atentado de dez anos atrás

Por >>>Joana Tavares e Eduardo Sales de Lima,

da Redação -Brasil de Fato.

Deixou de ser uma data qualquer. No botequim, na escola, no escritório, no Brasil ou em outro país, quando alguém menciona “11 de setembro”, o interlocutor logo relaciona à manhã daquele dia de 2001 em que dois aviões comerciais se chocaram contra as Torres Gêmeas, o World Trade Center, em Nova York.

Os prédios desmoronaram em duas horas. Outro avião caiu sobre o Pentágono, nos arredores de Washington, e um quarto na Pensilvânia. Ao todo, cerca de três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores dos aviões, morreram. O mundo mudou. O imperialismo, regido por George Walker Bush, iniciava sua jornada de “luta contra o terror”. Com ela, viriam invasões territoriais, assassinatos de civis, torturas. Que continuam mesmo após o recente assassinato do mentor dos ataques, o líder da Al Qaeda Osama Bin Laden.

Entretanto, outros eventos que “mudaram” o mundo nos últimos 50 anos também completam “aniversários redondos”. A declaração do caráter socialista da Revolução Cubana e a posterior Invasão da Baía dos Porcos, em 1961; o fim do sistema de Bretton Woods, em 1971; o início da era Ronald Reagan, em 1981; e o fim da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), em 1991, marcaram a história contemporânea e contribuem para a compreensão do 11 de Setembro.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Crack: más soluções para terríveis problemas

Método de internação compulsória, criado pela prefeitura do Rio para jovens usuários, enfrenta a resistência de entidades e conselhos regionais

Por >>>Leandro Uchoas

Para especialistas, o internato compulsório faz parte de uma política

higienista - Marcello Casal Jr/ABr

Há poucos anos, o crack era visto como uma especificidade paulistana. Imagens de crianças fumando eram assistidas, de longe, pelo país inteiro. A droga nunca chegava ao Rio de Janeiro. As explicações para isso são variadas, mas a mais crível é a de que as organizações criminosas não aceitavam a entrada do crack na cidade, pelo seu potencial de extermínio dos mais pobres. A partir de 2006 e 2007, começa a surgir a droga lentamente na cidade, em grande parte porque os novos “líderes” do tráfico de drogas passam a ser adolescentes muito jovens, violentos, sem os peculiares padrões éticos dos criminosos tradicionais.

O avanço de organizações paramilitares em regiões pobres da cidade – as milícias – que se aliam ao Terceiro Comando em algumas áreas, faz com que o Comando Vermelho (CV) perca espaço e seja escanteado para regiões mais pobres. Para sobreviver, o CV passa a comercializar o crack, que é mais barato, nessas regiões.

É a partir da metade de 2008 que a droga se torna preocupação dos cariocas. Em 2009, chega às classes média e alta, e começam a surgir matérias nos jornais, rádios e canais de televisão. Surgem campanhas de conscientização e a prefeitura é obrigada a agir. Em 2011, o consumo ainda segue uma trajetória crescente. No início do ano, uma nomeação chama a atenção dos movimentos sociais. Rodrigo Bethlem, ex-titular da Secretaria Municipal Ordem Pública (SMOP), considerado

o “xerife” do choque-de-ordem do prefeito do Rio Eduardo Paes, assume a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). No período em que esteve à frente da SMOP, foi constantemente acusado de remover mendigos e camelôs de inúmeras áreas, em nome da “ordem”. Na época, a SMAS era uma pedra em seu sapato, por defender essas pessoas, muitas vezes removidas de forma violenta. Portanto, ficou claro para os movimentos de moradia o que significava a nomeação de Bethlem para a SMAS.

A partir do final de maio, as crianças usuárias de crack conheceram o método novo, lançado por Bethlem. Com o Protocolo do Serviço Especializado em Abordagem Social nº 20, ele lançava a internação compulsória, gerando muita polêmica. Os agentes da secretaria – homens muito fortes que lembram os funcionários da SMOP – tiram os menores de idade das cracolândias mesmo contra a sua vontade. Não são poucos os relatos de uso intensivo de força. Entidades de direitos humanos e os conselhos regionais de enfermagem, assistência social e psicologia logo se posicionaram radicalmente contra a medida. Também houve apoio da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, da Rede Rio Criança, do Fórum Rio DCA, do Cedeca, do Projeto Legal, e do Fórum de Saúde Mental. Entretanto, são muitos os defensores do método, uma vez que, como todos reconhecem, o crack é uma droga de sérios danos à saúde mental dos usuários, que passam a consumi-lo, não raro, de forma descontrolada e intensa.

“Nós nos juntamos contra a medida. O internato compulsório nunca será o melhor caminho. Para haver sucesso, é preciso haver adesão do usuário e da família. Essa política é higienista, vem de uma política de choque. Ninguém discorda que o crack é terrível, mas não é assim que se trata”, afirma Hilda Correia, da diretoria do Conselho Regional de Serviço Social. “A iniciativa não deveria ter se dado no campo da assistência social, mas no da saúde. Nem sequer houve articulação com a Secretaria de Saúde”, completa. Os conselhos, ongs e movimentos sociais fizeram um ato público no dia 25 de julho e lançaram um manifesto de repúdio à política da Secretaria.

Contradição

Segundo as organizações, o método contraria a legislação do país. A Lei 10.216 afirma que “a internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários”. As organizações também afirmam que a política se contrapõe ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entretanto, a medida da SMAS tem encontrado amplo apoio de autoridades da Justiça, a começar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. A internação compulsória foi definida em comum acordo com o Ministério Público estadual e a Vara de Infância e Juventude.

Ao comentar sobre a mobilização contrária à política, Rodrigo Bethlem é agressivo. “Essa gente vive fazendo demagogia há muito tempo. Queria ver se falariam o mesmo se fosse o filho deles fumando crack. Ou o poder público faz alguma coisa, ou essas crianças vão morrer. O governo deveria ser responsabilizado pela omissão histórica, e não por estar tomando medidas. É muito fácil fazer tese acadêmica com o filho dos outros”, diz. O secretário considera que a opinião pública está amplamente a favor da medida. Uma integrante do Conselho Regional de Psicologia que não quis se identificar reconhece. “A população está sendo, aos poucos, convencida pelos meios de comunicação de massa. Existe uma construção em curso, de que o crack é uma ‘epidemia’, algo a ser combatido com urgência. As pessoas estão desinformadas, e criam um anseio de resolver o problema a qualquer custo”, diz.

“Essa lógica é totalmente oposta à Política Nacional de Saúde Mental, e às políticas voltadas à população de rua. Nega diretrizes do ECA, que reivindicam direito à convivência familiar”, afirma. Para a psicóloga, esse modelo em implantação “é parte desse projeto de limpeza urbana em implantação no Rio de Janeiro. Não é exagero considerar que isso tem relação com esse processo que a cidade vem vivendo”. O Rio de Janeiro é sede das Olimpíadas de 2016 e da final da Copa do Mundo de 2014, além de uma série de megaeventos de diferente natureza, como o Rock in Rio, a Rio+20, a Copa das Confederações e o Encontro Mundial da Juventude Católica. Por isso, o Rio vive uma rede complexa de reformulações urbanas, consideradas elitistas. Um exemplo disso ocorreu nesta semana, quando a prefeitura limitou o horário de funcionamento das feiras de rua.



Fonte: http://www.brasildefato.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Movimentos sociais se unem em prol da Reforma Política

Movimentos sociais iniciaram a coleta de assinaturas em favor de mudanças como proibição do financiamento empresarial às campanhas e fim dos salários extras aos parlamentares. O objetivo é recolher o maior número de assinaturas mais rápido possível.

A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentaram na tarde do dia 16 de agosto, a Proposta de Iniciativa Popular para a Reforma Política.

As organizações começaram a recolher as assinaturas para o Projeto também nesta terça-feira na Marcha das Margaridas 2011, onde estão presentes mais de 70 mil mulheres de todo o país mobilizadas pelo movimento sindical de trabalhadores rurais.

A exemplo do que aconteceu com a Lei da "Ficha Limpa" (LC Nº 135/2010), as instituições querem mobilizar a sociedade para a coleta de assinaturas até que seja atingido o número necessário (mais de 1 milhão) para que um projeto de lei de iniciativa popular seja votado no Congresso Nacional.

Duas propostas e mudança

Além da Proposta e Iniciativa Popular sobre a Reforma Política, existem movimentos dos próprios parlamentares dentro do Congresso. Entretanto, as concepções de reforma são diferenciadas, como explica José Antônio Moroni, membro do colegiado do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
"O parlamento faz somente a reforma do sistema eleitoral, ainda assim de maneira muita reduzida. Assim, os únicos interessados no debate são eles mesmos. Nós trabalhamos com a mudança do sistema político, do controle e do exercício o poder político". Entretanto, algumas questões defendidas pela Iniciativa Popular já foram incorporadas no debate dentro do Congresso, como o financiamento público de campanha.
De acordo com Carmen Silva, representante da Articulação das Mulheres Brasileiras, a proposta de Iniciativa Popular pretende resgatar o crédito do sistema político brasileiro frente à população e possibilitar sua inclusão no debate. Neste sentido, o documento final foi redigido também a partir dos anseios dos cidadãos manifestados em diversos encontros nacionais e estaduais e durante a consulta pública online do texto prévio. "Consolidamos esse documento e com ele queremos coletar um milhão de assinatura para que entremos no Congresso com a força política", ressalta Carmen.

Pelo fim da Corrupção

Um dos objetivos da Proposta e Iniciativa Popular sobre a Reforma Política é a criação de instrumentos que evitem a corrupção no Congresso de maneira mais efetiva. A principal delas é o financiamento público de campanha. Como explica Carmen Silva, hoje as campanhas de eleição dos deputados são financiadas por empresas privadas, e após empossados, os candidatos ficam relacionados a estas entidades. Com o financiamento público de campanha a existência deste vínculo é evitada. "Não é que acaba com a corrupção, mas é um passo significativo contra as possibilidades de corrupção que se dá no congresso nacional", declara Carmen.
Outras medidas de enfrentamento à corrupção parlamentar é a inclusão das comissões de ética do legislativo representantes da sociedade civil escolhidos pela própria sociedade; o acesso da justiça eleitoral às informações fiscais e a movimentação financeira dos candidatos; e os partidos políticos serem obrigados a prestarem contas publicamente, não só no momento eleitoral.
A proposta incide ainda sobre a diminuição do pagamento do 15º salário dos parlamentares. "O parlamentar é um cidadão como outro. [A meta] é melhorar a qualidade do político equiparando com o cidadão comum".

Coleta inovadora


A estrutura de recolhimento das assinaturas para a iniciativa popular já segue a mudança que é a proposta: qualquer documento é válido para assinar a iniciativa, e não só título de eleitor. "[Na coleta para] o Ficha Limpa levou dois anos por causa desse instrumento do título eleitoral; com essa simplificação esperamos que esse tempo encurte consideravelmente", afirma Osires Barboza de Almeida, integrante do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE).


domingo, 28 de agosto de 2011

Uma trajetória de sucesso!! Conheça a história de Gil Duarte, vocalista da Banda Meninos do Agreste


UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO

Um garoto que morava no campo e que tinha um dom e um sonho. No DVD, um clipe com a participação dos pais de Gil Duarte, mostra como era a vida do cantor quando morava em Adustina-Bahia. O violão na mão e o apoio dos pais era o que alimentava o sonho de Gil. Um momento emocionante é quando o filho se despede da sua mãe, deixando o interior para realizar o sonho, ganhar as multidões e o sucesso.

O baiano, Gil Duarte, mora em Lagarto há um ano e oito meses. Ele cresceu na zona rural da cidade de Adustina e começou a cantar com 11 anos. “Tudo começou quando eu ia para as festas rurais com o meu avô, Zé Faustino.”, conta Gil. O vocalista que sempre esteve em contato com os animais, morou no campo até completar 19 anos. Gil Duarte hoje é uma das revelações nos principais circuitos de vaquejada do país.

Reencontrando as origens - Gil começou a carreira cantando forró, e há quase dois anos se apaixonou pelas vaquejadas. “A vaquejada tem mais sentimento, a música tem mais letra. É uma letra que lembra o homem do campo. Reencontrei as minhas origens.”, disse. As músicas românticas de Gil Duarte atingem todos os públicos e chegam rapidamente aos jovens. Com Gil, as festas de Vaquejada estão com cara nova.

A música de trabalho é “Passa” e, assim como todas as músicas do DVD, é inédita e de autoria do Gil Duarte. A primeira música do álbum “Não vou te perdoar”, o vocalista disse que se inspirou depois de um relacionamento rápido. “Quando vou compor é um momento único. Normalmente a música sai mais forte quando estamos passando por algum problema, seja ansiedade, sentimental, financeiro, ou qualquer outro. As lembranças da infância também me ajudam a compor.”, disse.

Em todos os shows uma cena se repete. Antes de entrar no palco, o cantor se benze e reza de joelhos, agradecendo. O garoto de Adustina realizou o seu sonho!

Os fãs podem acompanhar Gil Duarte e a Banda Meninos do Agreste pelo Twitter e também no Facebook.

Fonte: http://adustinanet.blogspot.com/

domingo, 21 de agosto de 2011

Movimentos realizam marcha em defesa da reforma agrária



Trabalhadores rurais caminharão cerca de 250km, durante 15 dias. Marcha culminará no Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.

Neste domingo (21), acontece o ato público de lançamento da Marcha da Reforma Agrária do Século XXI em Goiânia (GO). Milhares de pessoas sairão em marcha de Goiânia em direção a Brasília (DF) onde participarão do Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro. O percurso terá cerca de 250 km e deve durar em torno de 15 dias. 
A marcha será composta por trabalhadores e trabalhadoras rurais e da cidade, intelectuais, estudantes, lideranças sindicais e parlamentares. A manifestação está sendo convocada pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), em parceria com entidades de luta pela terra: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central de Movimentos Populares (CMP).
O objetivo é chamar a atenção para a defesa de uma nova concepção de reforma agrária para o Brasil onde as Empresas Agrícolas Comunitárias figuram como alternativa econômica, social e cultural ao modelo de agricultura convencional desenvolvido pelo agronegócio, que tem como foco a degradação ambiental, a concentração de terras e o comércio de commodities com o uso intensivo de agrotóxicos.
De acordo com a coordenadora nacional do MLST, Vânia Araújo, “a reforma agrária no Brasil ainda é vista como uma política de compensação, e não como um projeto de desenvolvimento”. Por isso, se defende uma reconfiguração do debate sobre o tema no país, de forma a “garantir um projeto estruturador de desenvolvimento. E isso será alcançado quando a reforma agrária for finalmente entendida como um processo de inclusão social, com distribuição de terra e produção de alimentos”.
Com o lema “Aperte a mão de quem o alimenta!”, a Marcha da Reforma Agrária do Século XXI quer destacar a necessidade de dar mais peso ao Eixo da Inclusão Produtiva, o menos desenvolvido dos três pontos do Programa de Combate a Miséria do governo Dilma, ao estabelecer o papel da reforma agrária na superação da pobreza no país.
Um dos focos centrais da Marcha será a questão da produção de alimentos agroecológicos em oposição à produção de alimentos utilizando veneno - da forma como realiza a monocultura do agronegócio brasileiro.
Desde sua fundação o MLST coloca que, como diretriz política, o inimigo da reforma agrária não é mais o latifúndio improdutivo, senão o agronegócio. Isso é o que embasa, segundo Vânia, o conceito de reforma agrária do século XXI, porque abre um embate direto contra o modelo agrícola excludente que é promovido pelo agronegócio: monocultura, utilização de veneno, desemprego. “Já denunciamos isso há muito tempo, e outros movimentos, ao reconhecerem hoje, também, que o inimigo é o agronegócio, revelam que há uma correlação de forças no Brasil que unem os movimentos sociais do país sob a bandeira da denúncia da exclusão no campo brasileiro”, analisa.
Para o argumento de que é o agronegócio que traz riqueza para o país ao equilibrar a balança comercial, Vânia lembra que também é o agronegócio que exporta matéria-prima. “Não temos beneficiamento de grãos, não agregamos valor, não geramos emprego, não temos indústria. Isso gera situações como uma Alemanha com o título de maior exportador de café do mundo, sem sequer produzir café. Eles compram de vários países, especialmente do Brasil, e lá beneficiam e exportam para outros locais. O agronegócio não promove o desenvolvimento da nação do ponto de vista da indústria e da geração de emprego”.
Por isso, o mote principal do projeto de reforma agrária do século XXI do MLST são as Empresas Agrícolas Comunitárias, que é exatamente o planejamento da produção nos assentamentos de reforma agrária para permitir que haja o beneficiamento da produção agregando valor e gerando emprego e renda. No domingo (21), no lançamento da Marcha, haverá também a inauguração da Empresa Agrícola Comunitária de Lacticínios do assentamento Che Guevara, no município de Itaberaí, em Goiás.
“A agricultura familiar e o assentamento de reforma agrária não apenas cumprem um papel estratégico para o desenvolvimento do país, como também para a alimentação de qualidade para o mundo”, conclui a líder do MLST.

sábado, 13 de agosto de 2011

À Margem do Xingu – Vozes não consideradas


Documentário sobre a polêmica em torno da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é exibido no IV Festival de Cinema de Paulínia.


"O rio pra mim é um velho amigo”. A afirmação é impregnada da relação que os habitantes da bacia do Xingu tem com o rio. Ali, tudo depende dele: água para beber, para pescar, para banhar, para cozinhar… Com relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores e atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte, além de depoimentos de especialistas, o documentário “À Margem do Xingu – Vozes não consideradas” faz uma reflexão sobre o processo histórico deste polêmico projeto e o futuro incerto da região.

A polêmica em torno da construção de Belo Monte na bacia do rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos. Considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, a obra vem sendo alvo de críticas e intensos debates na região. Movimentos sociais e lideranças indígenas da bacia do Xingu são contrários à Belo Monte porque consideram que os impactos socioambientais não foram dimensionados de forma adequada. Além disso, o governo brasileiro vem atropelando o processo de licenciamento ambiental, sem garantir que as condicionantes mínimas para aliviar os graves efeitos sobre a região e sua população sejam cumpridas.
O documentário, uma co-produção Brasil e Espanha, foi dirigido pelo catalão Damià Puig e está na seleção oficial do IV Festival de Cinema de Paulínia, que acontece de 06 a 15 de julho no interior de São Paulo. “À Margem do Xingu – Vozes não consideradas” foi exibido ontem pela primeira vez, mas já está inscrito em cerca de cem festivais cinematográficos no Brasil e no mundo.
Fonte:http://www.xinguvivo.org.br/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dilma: estamos vencendo o pensamento do atraso


Dilma foi direto ao ponto, politizando seu discurso que, infelizmente, não tem a repercussão que deveria.
Disse que aquela siderúrgica era uma “vitória contra a inércia do pensamento do atraso”  que achava que o Nordeste não podia se industrializar, não podia ter siderúrgicas ou refinarias de petróleo.
Exaltada, Dilma disse que “nós não vamos enfrentar a crise com recessão… Nós vamos enfrentar a crise gerando emprego e assegurando renda e defendendo o mercado interno”.
Fonte: http://www.tijolaco.com/

sábado, 6 de agosto de 2011

Famílias produtoras perdem toda plantação no Vale do Ribeira


Sete Barras, no Vale do Ribeira. Pés de banana destruídos. Árvores arrastadas pela cheia do rio Ribeira de Iguape. O nível do rio chegou a subir 7 metros e inundou as áreas mais baixas da cidade. Segundo o secretário de desenvolvimento rural do município, Gilberto Ohta, os prejuízos foram devastadores para a cidade, avaliados em 37 milhões de reais. A produção de bananas corresponde a 90% da agricultura do município. Em toda a região do Vale do Ribeira, atingida pela enchente, as perdas com a produção de banana podem chegar a 120 milhões de reais, segundo a associação dos produtores. Um prejuízo sem precedentes para a economia da região mais pobre do Estado de São Paulo. No Vale do Ribeira, a renda per capita é de R$185,46. Enquanto que na capital paulista, por exemplo, cada pessoa vive em média com R$442,67. Segundo a Defesa Civil municipal, 3200 famílias foram afetadas em Sete Barras. Em todo o Vale do Ribeira, foram mais de 19 mil atingidos pela cheia do rio. Veja a reportagem de Marcela Rahal. Edição: Fabricio Venâncio.
Fonte: http://noticias.uol.com.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

30 de agosto é Dia Nacional de Luta

Data marcará mobilização nacional em defesa das 30h semanais sem redução salarial


A jornada semanal de 30 horas sem redução salarial foi uma das grandes conquistas do Serviço Social brasileiro nos últimos anos. Garantida pela lei 12.317, de 26 de agosto de 2010, as 30h semanais foram implementadas em diversos órgãos públicos e privados neste 1º ano de vigência da norma, cujo aniversário ocorre no próximo dia 27 de agosto. Instituições como a Universidade de Brasília, a Prefeitura de São Paulo, a Petrobras, os governos do Pará e de Rondônia cumprem a lei e garantem as 30h semanais para seus/suas assistentes sociais.

No entanto, alguns órgão públicos federais, estaduais e municipais ainda resistem em cumprir a legislação federal, garantida de forma legal e democrática, após anos de luta da classe trabalhadora e depois de uma expressiva manifestação na Esplanada dos Ministérios, organizada pelas entidades representativas do Serviço Social - Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO - e que contou com a mobilização de 3 mil assistentes sociais e estudantes. Por isso, o próximo dia 30 de agosto será o Dia Nacional de Luta pelas 30 horas e contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 4.468, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em todos os estados do Brasil, haverá mobilizações pelo integral cumprimento da lei 12.317/2010, no intuito de pressionar as instituições empregadoras a estabelecerem as 30h semanais sem redução salarial para todos/as os/as assistentes sociais. Para tanto, o CFESS disponibilizará cartazes e adesivos, que serão enviados aos CRESS e Seccionais de todo o país, onde estarão disponíveis para a categoria. Os materiais também estão disponíveis no site do CFESS (clique para ver). Será divulgado ainda uma edição do CFESS Manifestasobre os desafios que marcam o primeiro ano da luta pela efetivação da lei 12.317/2010.

"A aprovação da jornada de 30 horas sem redução salarial foi uma enorme vitória de nossa categoria. Conquistar um direito trabalhista, em um tempo de restrição e redução de direitos, torna a nossa vitória um fato marcante para toda a classe trabalhadora. Para que esta lei seja cumprida, precisamos prosseguir com muita luta e resistência, fazendo do dia 30 de agosto uma data de intensas mobilizações em todo o país”  declara a presidente do CFESS, Sâmya Ramos. 

Marcha por direitos
No mesmo sentido, em parceria com outros movimentos sociais, os/as assistente sociais e o CFESS participarão também da Marcha Nacional em Brasília (DF), que ocorrerá no dia 24 de agosto na Esplanada dos Ministérios. A Marcha faz parte da Jornada Nacional de Lutas, marcada para o período de 17 a 26 de agosto em todo o Brasil.

No mesmo dia, a organização do movimento levará ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário e ao Poder Executivo uma plataforma de reivindicações, que incluem, dentre outras questões, a defesa da aposentadoria e da previdência pública – fim do fator previdenciário, o aumento geral dos salários, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a defesa da educação e da saúde públicas, a defesa do patrimônio e dos recursos naturais do Brasil, a repúdio à criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Abaixo-assinado em defesa das 30 horas
É importante lembrar que o Conjunto CFESS-CRESS está na luta contra a ADIN 4.468 da Confederação Nacional da Saúde (CNS), que contesta no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade da lei 12.317/2010. A participação dos/as assistentes sociais é fundamental nessa luta e o CFESS conclama todos/as a participarem da Campanha “STF, vote contra a ADIN 4.468”, assinando o abaixo-assinado virtual que será entregue aos/às ministros/as do STF e que já conta com mais de 13 mil assinaturas, número que precisa ser aumentado. 

Vale dizer que, caso o STF vote pela procedência da ADIN, os/as assistentes sociais de todo Brasil podem perder o direito às 30h semanais, conquistado após anos de luta do Conjunto e da classe trabalhadora. Entre nessa luta e não deixe de assinar!

Fonte:http://www.cfess.org.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Polícia apreende R$ 12 milhões nas casas de funcionários da Receita Federal em Osasco (SP)

A operação Paraíso Fiscal, deflagrada hoje (4) pela Polícia Federal (PF), levou à apreensão de cerca de R$ 12,2 milhões. O dinheiro foi encontrados nas residências de servidores da Receita Federal que trabalham em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Cinco funcionários da Receita foram presos. Um doleiro e o filho e a mulher de um auditor fiscal também foram presos na operação.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), na casa dos servidores foram encontrados R$ 7,8 milhões e US$ 2,8 milhões, além de pedras preciosas. Só na casa do auditor fiscal, os agentes encontraram R$ 2,5 milhões e US$ 2,5 milhões.

Todos os presos são suspeitos de integrar um esquema de venda de fiscalizações, segundo informou a PF. As investigações, que começaram no início do ano, revelaram que a quadrilha lavrava autos de infração com valores menores do que os efetivamente devidos pelos contribuintes. Os presos devem ser denunciados à Justiça pelos crimes de violação de sigilo, corrupção, advocacia administrativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Fonte:http://noticias.uol.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Catadora de lixo protagonista de documentário morre no Rio

Estamira protagonizou o documentário que relata a história de uma senhora que cata lixo em Gramcho
Estamira, que deu nome ao premiado documentário de Marcos Prado, lançado em 2005, morreu nesta quinta-feira por falta de atendimento médico imediato para tratar uma infecção no braço no Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O diretor do longa lamentou em sua página do Facebook a morte de sua personagem, uma senhora esquizofrênica de cerca de 60, que era catadora no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias.

"Caros amigos, é com tristeza no coração que vos trago a notícia que há poucas horas atrás, Dona Estamira partiu dessa para uma melhor. Para aqueles que a conheceram, pessoalmente ou nas telas de cinema, sugiro um pensamento de luz para ela seguir seu caminho espiritual. Saravá, como diria meu amigo Marco Aurêlio Marcondes", escreveu Marcos que resolveu desabafar em seguida.

"Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde".

Documentário relata a história de uma senhora que cata lixo em Gramacho
Estamira relata a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível. Este foi o primeiro documentário do fotógrafo Marcos Prado, vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais. O cenário é no aterro sanitário do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, onde são jogadas, por dia, mais de 8 mil t de lixo.

Só faltava essa!!! Carregamento de lodo é descarregado ilegalmente no Porto de Santos





Uma carga de lodo de esgoto vinda do Porto de Antuérpia, na Bélgica, com destino à Argentina, foi desembarcada ilegalmente no Porto de Santos. De acordo com informações divulgadas pelo Ibama nesta sexta-feira, o navio passava pelo Brasil quando resolveu descarregar o material, que causava mau cheiro a bordo.

Ao receber pedido para destinação da carga, a Receita Federal chamou o Ibama para verfificar o contêiner e possíveis riscos que ofereceria à saúde pública e ao meio ambiente.






Como a legislação brasileira não permite importação de resíduo com potencial risco de contaminação, o órgão ambiental concluiu que o lodo não poderia ser descarregado. A fiscalização multou a empresa transportadora e o terminal portuário onde a carga foi descarregada - o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, operado pela Santos Brasil - em R$ 60 mil cada, ordenando ainda que a carga seja devolvida à Bélgica.

Em nota, a Santos Brasil informou que a carga não tinha como destino o Porto de Santos e seria reembarcada. Sua descarga foi uma operação provisória. Ainda de acordo com a empresa, a permanência no terminal - em caráter temporário - havia sido autorizada por autoridades portuárias.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/

domingo, 24 de julho de 2011

"Jogar fora” não existe

É ilusório o estranho costume já tão arraigado nos seres humanos de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo: o "fora" na verdade não existe


por *Danilo Pretti Di Giorgi

Ouvi recentemente o economista Hugo Penteado questionando a idéia de "jogar algo fora". Ele lembrou nosso estranho costume de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo. O "fora" na verdade não existe, se considerarmos que estamos todos "dentro" da Terra e que daqui não podemos sair, apesar dos delírios tecnológicos tão apreciados pelos que defendem a manutenção e até mesmo a ampliação dos níveis de produção e consumo atuais. Muito daquilo que produzimos e transformamos a partir dos recursos retirados do planeta vai continuar nos acompanhando em nossa caminhada.

Nosso lar é o planeta

Aquela garrafinha de PET - uma maravilha da engenharia que teria perfeitas condições materiais de continuar sendo reutilizada por muitos anos - não vai "desaparecer" dentro da lata de lixo depois de consumido seu conteúdo. Vai continuar presente, num lixão, testemunhando como nós a passagem do tempo, e por um período muito mais longo do que a duração de nossa vida. Para quem consegue compreender a idéia da Terra como "nossa casa", é apenas uma questão de escala a diferença entre nossos lares e o planeta. Afora a questão do tamanho, não há maiores diferenças. O terreno onde está construída a casa onde moramos é limitado. É a mesma coisa com a nossa casa-planeta, o único lugar conhecido onde nossa espécie tem condições de sobreviver.

Gerar menos lixo

Mesmo assim, apenas uma minoria parece estar de fato preocupada com as conseqüências ambientais da sociedade do consumo, que a cada ano produz uma quantidade de lixo maior, sem nenhum tipo de cuidado de larga escala com o seu tratamento. É inacreditável que ainda se discuta a responsabilidade das indústrias sobre os resíduos dos produtos que fabricam. É incrível que se fale tão pouco em redução da produção e do consumo quando sabemos que nossos resíduos não desaparecem simplesmente quando o caminhão do lixo passa pela rua onde moramos. Na realidade o lixo desaparece apenas de nossas vistas. É desesperador, por exemplo, se dar conta de que a maior parte da população mundial sequer tem conhecimento dos perigos ambientais representados pelo descarte inadequado de pilhas e baterias e que por isso milhares delas continuam se encaminhando diariamente aos lixões. Pior ainda é testemunhar que aqueles que têm acesso a essa informação e que têm sob sua responsabilidade a gestão pública não se dedicam a criar mecanismos sérios e efetivos para impedir que pilhas, baterias e outras fontes de venenos continuem contaminando irreversivelmente a terra e a água.

Pergunta difícil

Por que cuidamos tão bem das nossas casas e tão mal do nosso planeta? É difícil responder a essa pergunta, mas não é preciso ser nenhum gênio para perceber que estamos cegos, de cara na lama. Esse chafurdar, porém, se disfarça bem porque acontece ao mesmo tempo em que estamos envoltos por uma aura de "modernidade" (no sentido besta do termo), cada vez com acesso mais facilitado a aparelhos eletrônicos de desenho futurista, cheios de luzinhas que fazem muita gente acreditar que o máximo da sutileza e da capacidade criadora humana está nas linhas arrojadas ou no acabamento interno de um automóvel de "alto padrão", ou numa ampla cobertura localizada em "área nobre" da cidade, montada com o que há de melhor na indústria da decoração de interiores. Os que não vivem essa realidade, ou seja, quase todos, se alimentam do sonho de um dia vir a vivê-la ou da chance de ter acesso a, ao menos, alguns desses ícones do consumo. Transformamo-nos de cidadãos em consumidores. E com isso vamos consumindo o que resta do planeta, como cupins roendo lentamente as estruturas de um castelo que um dia virá abaixo.

*Danilo Pretti Di Giorgi é jornalista
E-mail: digiorgi@gmail.com

Fonte: http://www.jornaldaserra.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

Adustina-BA: bandidos colocam fogo em viatura, assaltam Banco e Casa Lotérica


Moradores do município de Adustina interior da Bahia, a 360 km de Salvador, pela segunda em menos de 90 dias, viveram momentos de tensão e terror nesta madrugada (23).


Por volta das 00:45h, cerca de 15 homens fortemente armados e assaltaram o Banco do Brasil que fica localizado na Praça Maria José, no centro da cidade, no banco a quadrilha utilizou maçaricos e bombas para arrombar os caixas. Não satisfeitos, os bandidos utilizaram um carro para arrombar as portas da Casa Lotérica da cidade.

A ousadia da quadrilha foi tão grande que chegaram a bater palmas na Delegacia para que os policiais abrissem as portas, quando o PM J. A. foi atender sem saber do que se tratava, os elementos sacaram armas de grosso calibre e dispararam contra o policial, que escapou por pouco jogando-se atrás de uma parede.

Os bandidos não conseguindo êxito na tentativa de rendição dos PM’s, queimaram três veículos que estavam estacionados bem em frente a Delegacia/Comando da Polícia Militar (pois ficam no mesmo prédio). Os veículos que foram incendiados foram: um Siena, um Uno e uma Parati. (viatura da Polícia Militar).

Durante toda a ação, dezenas de pessoas da própria cidade estiveram sob a mira da quadrilha. Na fuga os bandidos levaram dois moradores da localidade como reféns e liberaram os mesmos em um povoado próximo conhecido por “Caruaru” que fica na cidade de Fátima-BA, fronteira com Adustina.

No caminho, os bandidos abordaram e roubaram outros veículos levando mais pessoas como reféns. Até o momento não obtivemos informações exatas sobre para onde foram levados e/ou libertados os outros reféns.

A ação dos bandidos durou cerca de 30 minutos. A Polícia Militar da Bahia, enviou reforços para a cidade horas depois e como sempre, não tem pistas dos assaltantes.







Fonte:http://www.chicosabetudo.com.br
Fonte: www.rodryggoferraz.com.br
Fonte:www.adustinanet.blogspot.com/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CRACK Nem Pensar !!!

O CRACK provoca dependência na primeira pedra, é mais potente do que qualquer outra droga. É de fácil acesso, de efeito imediato e aprisiona pacientes e seus familiares.

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Fonte:http://www.institutocracknempensar.org.br

Exame de Ordem é inconstitucional, afirma MPF



POR RODRIGO HAIDAR

A exigência de aprovação no Exame de Ordem para que o bacharel em Direito possa se tornar advogado e exercer a profissão fere o direito fundamental à liberdade de trabalho, consagrado pela Constituição Federal de 1988. Com esse e outros argumentos, o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot emitiu parecer no qual sustenta que a prova aplicada pela Ordem dos Advogados do Brasil deve ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

O parecer foi emitido no recurso do bacharel em Direito João Antonio Volante, em andamento no Supremo. O relator do recurso é o ministro Marco Aurélio. O bacharel contesta decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que julgou legítima a aplicação do Exame de Ordem pela OAB.

Para Rodrigo Janot, o Exame de Ordem cria uma restrição ilegal de acesso à profissão de advogado. “O diploma é, por excelência, o comprovante de habilitação que se exige para o exercício das profissões liberais. O bacharel em Direito, após a conclusão do curso deverá, ao menos em tese, estar preparado para o exercício da advocacia e o título de bacharel atesta tal condição”, escreve o subprocurador-geral da República.

No parecer, Janot ataca também o argumento de que o Exame de Ordem é necessário porque o advogado, apesar de profissional liberal, exerce função essencialmente pública. Logo, a prova é considerada uma espécie de concurso público para aferir a qualificação necessária para o desempenho da função.

Os outros atores do sistema de Justiça, como juízes, membros do Ministério Público, defensores e advogados públicos, tem seu conhecimento aferido em concursos públicos para assumir suas funções. Logo, o advogado também deve se submeter a um teste que verifique sua qualificação.

De acordo com o subprocurador-geral, o argumento não se sustenta. “Não se pode admitir seja o Exame de Ordem instrumento de seleção dos melhores advogados (critério meritório). Se assim considerado, mais flagrante se tornam a indevida restrição à escolha profissional e o caminho para intolerável reserva de mercado”, opina Rodrigo Janot.

Ainda segundo ele, “não contém a Constituição mandamento explícito ou implícito de que uma profissão liberal, exercida em caráter privado, por mais relevante que seja, esteja sujeita a regime de ingresso por qualquer espécie de concurso público”. Ao final de seu parecer, Janot afirma que se deve afastar a exigência de aprovação no Exame de Ordem como requisito indispensável para inscrição como advogado nos quadros da OAB.

Integrantes da OAB afirmaram, nesta quinta-feira (21/7), que o parecer não é definitivo e tem de ser submetido à aprovação do procurador-geral da República (PGR), Roberto Gurgel. Isso porque ele seria o único legitimado a atuar perante o STF. Mas de acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público, o PGR pode delegar funções aos subprocuradores.

Assim, o parecer de Janot vale e será anexado ao processo que tramita no Supremo. Mas nada impede de que, em plenário, o PGR se manifeste de forma contrária à posição inicial da própria instituição. A independência funcional dos membros do Ministério Público permite que, mesmo depois do parecer da instituição, o procurador-geral, que é a pessoa habilitada legalmente a falar perante o plenário do Supremo, discorde do ponto de vista de seu colega.

De qualquer maneira, o parecer de Rodrigo Janot dá munição jurídica para os movimentos de bacharéis que defendem o fim do Exame de Ordem. Em recente audiência pública feita pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, líderes dos movimentos de bacharéis atacaram fortemente a OAB e disseram que a prova aplicada pela instituição é responsável por destruir famílias, mas pouco acrescentaram sob o ponto de vista jurídico.

Com o parecer do Ministério Público, essa lacuna foi preenchida e o processo que contesta o Exame de Ordem retornará ao gabinete do ministro Marco Aurélio, no Supremo Tribunal Federal. Não há data prevista para o julgamento.

Fonte: http://www.conjur.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

STF e a Marcha da Maconha

Falar sobre políticas de droga, querer discutir e mudar as leis não é ato criminoso, não é incitamento ao consumo de droga


Dora Martins*

Leila Diniz morreu há 39 anos, em 14 de junho de 1972, com 27 anos de idade, e em seu curto e fértil tempo de vida, fez revolução. Desafiou o que na época se chamava “a moral e os bons costumes”. Leila para sempre Diniz, como disse Carlos Drummond de Andrade, não tinha meias medidas, nem meias palavras, punha a boca no trombone e exercia com alegria seu direito de se expressar livremente.

Ela não foi torturada ou presa por isso, mas recebeu um cala-boca da censura e respondeu a vários processos judiciais. Leila Diniz, por certo, gostaria de estar aqui hoje, neste momento em que o Supremo Tribunal Federal cumpre seu papel maior de garantidor das regras constitucionais e decide que sim, que qualquer cidadão tem o direito de se expressar publicamente, através de manifestações coletivas e pacíficas em defesa de suas ideias e seus desejos.

A conhecida “Marcha da Maconha” vinha sofrendo, aqui e acolá, Brasil afora, enorme resistência do Estado policial e do Poder Judiciário, sendo ela interpretada como incitamento ao uso de entorpecente ou como apologia ao crime. Nada disso. Dizer que sou a favor ou contra, discutir o problema de saúde pública e da violência que estão vinculadas ao comércio ilícito da droga, nada mais é do que direito do cidadão que vota, que paga seus impostos e que pensa, reflete e quer discutir suas questões mais prementes.

A violência que tanto magoa a sociedade atual e que tanto se quer reprimir e solucionar está na raiz da discussão sobre a questão das drogas. Quem tem medo da conversa, do diálogo, do pensamento plural? Quem tiver, que se cale agora, pois quem tinha que dizer o direito, o fez. O STF julgou por unanimidade ação promovida pela Procuradoria Geral da República, na qual se pleiteou interpretação da lei penal de modo a não impedir a realização de manifestações públicas em defesa da legalização de drogas. E o STF entendeu que defender a legalização das drogas não é fazer apologia a um fato criminoso. E, os Ministros foram unânimes em destacar a relevância do direito à livre manifestação do pensamento.

Falar sobre políticas de droga, querer discutir e mudar as leis não é ato criminoso, não é incitamento ao consumo de droga. O Ministro Celso de Mello, em belíssimo voto, ponderou que “o debate sobre abolição penal de determinadas condutas puníveis pode ser realizado de forma racional, com respeito entre interlocutores, ainda que a ideia, para a maioria, possa ser eventualmente considerada estranha, extravagante, inaceitável ou perigosa”. E a Ministra Carmem Lucia Antunes Rocha, por seu lado, festejou o direito de se fazer manifestações públicas e lembrou a fala de um jurista americano que disse que “se, em nome da segurança, abrirmos mão da liberdade, amanhã não teremos nem liberdade e nem segurança”. É isso ai! E podemos comemorar: o Brasil, hoje, está mais Leila Diniz!

Dora Martins* é Integrante da Associação Juízes para a Democracia.

Fonte:http://www.brasildefato.com.br

sábado, 16 de julho de 2011

Bispo da Universal incentiva criança a dar brinquedo à igreja

Uma criança de nove anos é incentivada por um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus a vender seus brinquedos e doar o dinheiro à igreja para que os pais parem de brigar. Enquanto isso, sua mãe é exorcizada no altar.

A cena ocorreu em culto da Universal em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e está sendo exibida em vídeo no blog do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja.

A Universal foi procurada ontem para comentar o vídeo, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

No vídeo, o menino conta ao bispo Guaracy Santos que seus pais têm brigado com frequência. O bispo pergunta que sacrifício ele fará pelos pais. "Eu vou dar tudo que eu tenho", responde a criança. Guaracy devolve: "E o que é tudo que você tem?". "Brinquedo", diz o menino.

O bispo insiste: "Você vai vender?". A criança diz que sim, e Guaracy pergunta, referindo-se ao dinheiro: "Pra colocar onde?" "No altar", promete a criança.

Em seguida, sua mãe aparece em crises de convulsão, sendo segurada por um obreiro da Universal. O bispo diz que ela tem "o demônio" e "uma praga". Depois, incentiva a criança a se aproximar. "Vai lá perto e fala: acabou pra você, diabo."

E conclui: "Seja fiel, vende o que você tem. Tem fé pra isso? Vai na tua fé".

Especialistas disseram à Folha que, embora não haja um artigo que trate explicitamente do caso, o vídeo fere os princípios do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao expor o menino a possíveis constrangimentos, mesmo com o rosto borrado.

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DIREITO DA CRIANÇA

Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB-SP, diz que o recurso não impede que o menino seja identificado por conhecidos.

"A criança deve ser poupada. Se a própria mãe está numa situação de incapacitada, nas mãos de outra pessoa, não se pode pegar uma criança para que ela explique o que está se passando."

A advogada Roberta Densa, que dá aulas sobre o ECA, avalia que o bispo se aproveita da condição "vulnerável" da criança. "É uma situação de manipulação."

Para João Santo Carcan, vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o papel da igreja, ao tomar conhecimento de um problema desses, seria entrar em contato com os órgãos públicos de assistência social. "Ali tratam a criança como instrumento de receita", diz.

O vídeo foi postado no YouTube e noticiado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Até ontem tinha 571 comentários no blog de Macedo, a maioria de fiéis da Universal. Muitos elogiam a "valentia" do garoto.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/